Seja Bem Vindo ao Universo do Fibromiálgico

A Abrafibro - Assoc Bras dos Fibromiálgicos traz para você, seus familiares, amigos, simpatizantes e estudantes uma vasta lista de assuntos, todos voltados à Fibromialgia e aos Fibromiálgicos.
A educação sobre a Fibromialgia é parte integrante do tratamento multidisciplinar ao paciente. Mas deve se estender aos familiares e amigos.
Conhecendo e desmistificando a Fibromialgia, todos deixarão de lado preconceitos, conceitos errôneos, para darem lugar a ações mais assertivas cem diversos aspectos, como: tratamento, mudança de hábitos, a compreensão de seu próprio corpo. Isso permitirá o gerenciamento dos sintomas, para que não se tornem de difícil do controle.
A Fibromialgia é uma síndrome, é real e uma incógnita para a medicina.
Pelo complexo fato de ser uma síndrome, que engloba uma série de sintomas e outras doenças - comorbidades - dificulta e muito os estudos e o próprio avanço das pesquisas.
Porém, cientistas do mundo inteiro se dedicam ao seu estudo, para melhorar a qualidade de vida daqueles por ela atingidos.
Existem diversos níveis de comprometimento dentro da própria doença. Alguns pacientes são mais refratários que outros, ou seja, seu organismo não reage da mesma forma que a maioria aos tratamentos convencionais.
Sim, atualmente compreendem que a síndrome é "na cabeça", e não "da cabeça". Esta conclusão foi detalhada em exames de imagens, Ressonância Magnética Funcional, que é capaz de mostrar as zonas ativadas do cérebro do paciente fibromiálgico quando estimulado à dor. É muito maior o campo ativado, em comparação ao mesmo estímulo dado a um paciente que não é fibromiálgico. Seu campo é muito menor.
Assim, o estímulo dispara zonas muito maiores no cérebro, é capaz de gerar sensações ainda mais potencialmente dolorosas, entre outros sintomas (vide imagem no alto da página).
Por que isso acontece? Como isso acontece? Como definir a causa? Como interromper este efeito? Como lidar com estes estranhos sintomas? Por que na tenra infância ou adolescência isso pode acontecer? Por que a grande maioria dos fibromiálgicos são mulheres? Por que só uma minoria de homens desenvolvem a síndrome?
Estas e tantas outras questões ainda não possuem respostas. Os tratamentos atuais englobam antidepressivos, potentes analgésicos, fisioterapia, psicoterapia, psiquiatria, e essencialmente (exceto com proibição por ordem médica) a Atividade Física.
Esta é a parte que têm menor adesão pelos pacientes.
É dolorosa no início, é desconfortante, é preciso muito empenho, é preciso acreditar que a fase aguda da dor vai passar, trazendo alívio. Todo paciente precisa de orientação médica e/ou do profissional, que no caso é o Educador Físico. Eles poderão determinar tempo de atividade diária, o que melhor se adequa a sua condição, corrige erros comuns durante a atividade, e não deixar que o paciente force além de seu próprio limite... Tudo é comandado de forma progressiva. Mas é preciso empenho, determinação e adesão.

Quer saber o que é FIBROMIALIGIA? na coluna ao lado esquerdo das postagem clique no link "Mas o que é fibromialgia"


TRADUTOR

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Terapia fotodinâmica é usada para tratar caso incomum de fibromialgia

Aplicação combinada de ultrassom e laser nas mãos de paciente do sexo masculino reduziu dores intensas da fibromialgia, doença muito mais comum em mulheres



Tratamento desenvolvido para artrose depois foi utilizado no tratamento da fibromialgia, síndrome que afeta majoritariamente mulheres e que causa dores intensas por longos períodos e hipersensibilidade em músculos, articulações e outros tecidos moles – Foto: Assessoria de Comunicação do IFSC


Com a participação de pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, a Unidade de Terapia Fotodinâica (UFT) da Santa Casa da Misericórdia de São Carlos (SCMSC) tratou com sucesso um caso de fibromialgia raro: o paciente é do sexo masculino, e a doença tem ocorrência relatada em mulheres em quase cem por cento dos casos. A terapia é baseada na aplicação, nas mãos do paciente, de ultrassom e laser gerados por um equipamento criado no Grupo de Óptica do IFSC. Richard Carlos Rocha, 43 anos, relatou melhora das dores intensas sentidas por vários anos. Ele foi atendido pelo fisioterapeuta Daniel Marques Franco e pela equipe da UFT, e o caso foi relatado em artigo no Journal of Novel Physiotherapies.

Tratamento aliviou 
dores e trouxe mais disposição para Richard Carlos da Rocha – Foto: Assessoria de Comunicação do IFSC


Das mãos para o cérebro

A terapia foi desenvolvida inicialmente para o tratamento da artrose e depois utilizada para o alívio das dores da fibromialgia, síndrome que afeta majoritariamente mulheres e que causa dores intensas por longos períodos e hipersensibilidade em músculos, articulações e outros tecidos moles.
“Quando o paciente chegou na clínica estava com tanta dor, e tão deprimido, que não me olhava nos olhos. Fiquei incrédulo tanto pelo estado dele quanto pelo fato de, pela primeira vez, estar diante de uma ocorrência da fibromialgia no sexo masculino”, lembra o fisioterapeuta. Richard Rocha, o paciente, teve a fibromialgia diagnosticada há cerca de 15 anos, por exclusão de outras patologias, mas os sintomas da doença se manifestavam desde a adolescência.
A terapia fotodinâmica combinou frequências específicas de ultrassom e laser e, ao invés de aplicadas diretamente no local onde ocorrem as dores, foram direcionadas para as palmas das mãos do paciente. “Um estudo observou que nas palmas das mãos de pacientes com fibromialgia existe um maior número de neuromecanorreceptores, terminais nervosos que chegam ao local e levam informações para o cérebro interpretar como dor”, relata a biomédica Heloísa Ciol, da equipe da UFT, que vê nesse processo a chave para entender as causas da doença.
“Acredita-se que a luz e o ultrassom têm efeito em toda o aparato sensorial que existe na mão, e que consegue levar informações para o cérebro, de forma que ele pare de interpretar que o corpo está em uma situação de dor constante, modulando assim os processos inflamatórios."
.Antônio Aquino explica que tratamento normaliza limiar da dor e reduz fadiga – Foto: Assessoria de Comunicação do IFSC

Exercícios e alívio

“Você não consegue detectar de onde vêm as dores, ou seja, qual o ponto dolorido, pois ela é interna, localizada em diversos pontos. É insuportável mesmo”, relata Richard Rocha, que começou a sofrer de depressão há cerca de dez anos, após ter perdido seu negócio, que era único meio de sustento da família. Ao tomar conhecimento, por um amigo, do tratamento realizado na UFT, Richard entrou no programa e fez as primeiras dez sessões, mesmo sabendo que os procedimentos eram quase essencialmente dedicados a mulheres, não havendo, até então, registros da ocorrência de fibromialgia em homens.
Contudo, a partir do momento em que os pesquisadores do IFSC publicaram o artigo sobre o diagnóstico e o tratamento de Rocha, outros casos começaram a aparecer. Além do alívio das dores, houve uma melhora na disposição para realizar atividades físicas. “Isso se deve em grande parte ao processo de normalização dos níveis de fluxo periférico cerebral, que por sua vez provocam uma normalização do limiar da dor [mínimo de estímulo necessário para que o cérebro o associe a dor] e a diminuição da fadiga excessiva”, aponta Antônio Eduardo de Aquino Júnior, pesquisador do IFSC e líder da equipe da UFT. “A partir dessa diminuição, a pessoa começa a ter mais disposição.”
Richard Rocha diminuiu seu peso de 108 para 82 quilos, pratica exercício físico todos os dias e voltou a jogar futebol, inclusive em competições regionais. Ele continua a fazer tratamentos periódicos na UFT. “Ainda tenho algumas dores, mas elas desaparecem por completo quando faço exercício físico”, aponta. Embora possa parecer que os exercícios contribuam para um aumento da dor, o certo é que eles liberam muita endorfina, que congrega substâncias que atuam na diminuição da ansiedade e de outros fatores que agem diretamente na ação dolorosa da fibromialgia.
O tratamento na UFT será otimizado com a inclusão de um psicólogo no grupo multidisciplinar que cuida dos pacientes. A procura pela terapia, disponível apenas em São Carlos, por pessoas de todo o Brasil e do exterior obrigou o grupo a reforçar o atendimento que é feito na SCMSC, bem como abrir outro local, em uma clínica da cidade, para permitir o atendimento de segunda a sábado até as 21 horas. Atualmente, são atendidos cerca de 900 pacientes e a lista de espera deverá ser zerada antes do início da comercialização do equipamento de terapia fotodinâmica para outros estabelecimentos, previsto para o mês de abril.
Michele Simone é uma das fisioterapeutas da Unidade de Terapia Fotodinâmica – Foto: Assessoria de Comunicação do IFSC
A equipe liderada por Antonio Aquino tem a coordenação do professor Vanderlei Salvador Bagnato, do Grupo de Óptica do IFSC. Integram o grupo que atua na SCMSC os fisioterapeutas Daniel Marques Franco, Michelle Luise de Souza Simone, a biomédica Heloísa Ciol e o mestre em psicologia Otávio Beltramello. O artigo tem autoria dos pesquisadores do IFSC Antônio Eduardo de Aquino Jr., Daniel Franco, Juliana Amaral Bruno, Heloísa Ciol e Vanderlei Salvador Bagnato; e Anderson Luiz Zanchin, da empresa MM Optics.
Com informações de Rui Sintra, da Assessoria de Comunicação do IFSC
Mais informações: e-mail danifisiofranco@gmail.com, com Daniel Franco

Entenda tudo sobre: Fibromialgia



Publicado em 28/07/2018
Fonte: 
Dr. Charles Amaral de Oliveira: Anestesiologista e Médico Intervencionista da Dor, com certificação pela AMB - Associação Médica Brasileira. Membro da American Society of Interventiomal Pain Physicians (ASSIP) - CRM 78024 - SP
Dr. Thiago Bitar Moraes Barros: Especialista em Reumatologia pela SBR - CRM 127-125. 
Ana Paula Gluck Karam: Nutricionista Esportiva e Clinica Funcional - CRN8-6160.
Jonas de Andrade Silva: Fisioterapeuta Especialista em Fisiologia do exercício resistido na saúde, doença e envelhecimento/CECAFI-USP.
Fonte: Revista Suplementação

Conheça a síndrome misteriosa que causa fortes dores pelo corpo
1 - VOCÊ SABE O QUE É FIBROMIALGIA?
Popularmente conhecida como fibro, a fibromialgia é uma síndrome de causas ainda desconhecidas. Mas, que pode provocar dores fortes por todo o corpo durante muito tempo ou sensibilidade nas articulações, nos músculos e nos tendões. Isso acontece devido uma alteração da interpretação dos estímulos recebidos pelo cérebro e também pelos receptores cutâneos.
"A fibromialgia (FM) atige de 2 a 10% da população mundial, sendo predominante entre mulheres jovens e de meia idade (20 a 50), em uma proporção de sete mulheres para cada homem. Estes são os dados que temos, mas pode acometer pessoas de qualquer idade ou gênero", alerta o Dr. Charles Amaral de Oliveira, membro da American Society of Interventiomal Pain Physicians (ASSIP).
Segundo o reumatologista Thiago Bitar do corpo clínico dos Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, o que causa a fibromialgia são os estímulos captados e interpretados de uma maneira anômala pelo cérebro, ou seja, um simples abraço ou um aperto de mão mais forte pode desencadear essas dores.
2 - QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
Os sinais mais visíveis de quem possui essa síndrome são: dores generalizadas, espalhadas pelo corpo e articulações, podendo durar meses; fadiga e cansaço durante o dia; sono prejudicado, em alguns casos o paciente apresenta quadros de apneia ou insônia, problemas cognitivos e alteração da memória, transformando uma simples tarefa de atenção ou concentração em algo difícil de ser realizado. Segundo o reumatologista Dr. Thiago Bitar em alguns casos a fibromialgia pode desencadear um fenômeno vascular chamado Raynaud, que causa alteração da cor das mãos e dos pés quando em situações de estresse ou baixas temperaturas.
3 – E O DIAGNÓSTICO?
Essa doença é mais comum entre as mulheres, mas todos os sexos e diversas faixas etária podem ser atingidos. Ela também pode ser adquirida geneticamente e caso exista algum caso em sua família basta procurar um médico especialista. A blogueira Mirian Assis que possui a síndrome, relata como foi sua descoberta: "Tenho 39 anos e era bem ativa até quatro anos atrás, quando comecei a sentir dores no peito, tonturas, picos de pressão e desmaios, indo parar no posto de saúde. Procurei ortopedistas, neurologistas e cardiologistas, sempre fazendo exames que não davam em nada. Eu só piorava, até fui encaminhada para um reumatologista. Recebi então o diagnóstico de fibromialgia, síndrome que me causa muita dor, depressão e outros sintomas".
Para o especialista Dr. Thiago Bitar, o diagnóstico é clínico, feito com a realização da anamnese e exame físico específico. São solicitados exames laboratoriais e de imagem apenas para descartar outros quadros que possam confundir o diagnóstico ou se somar à fibromialgia.
4 - EXISTE TRATAMENTO?
Sim, tratamento deve ser feito com um acompanhamento especializado e consiste no uso de medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos e relaxantes musculares. Mas, principalmente na prática regular de atividades físicas como aeróbica e anaeróbica. Já a fisioterapia, o pilates e o fortalecimento muscular são grandes aliados para o controle da doença, porém é preciso também ficar atento na alimentação e ter hábitos saudáveis, essas pequenas atitudes farão uma grande diferença no dia a dia do paciente. Não podemos esquecer que é preciso ter uma boa noite de sono, pois ela ajudará muito na qualidade de vida de um portador de fibromialgia.
5 - MAS QUAL É A IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO?
A nutricionista Ana Paula Gluck Karam nos revela que é preciso manter uma alimentação saudável que contenha boas fontes de nutrientes precursores de serotonina.
"Alimentos fontes de triptofano terão como objetivo aumentar a produção de serotonina e podemos citar exemplos como: carnes magras, peixes, mel, iogurte desnatado, queijos brancos e magros, nozes, leguminosas, damasco, açaí, arroz integral e banana; alimentos fontes de melatonina: aveia, cereja, amendoim e vinho; alimentos antioxidantes: frutas e verduras em geral, chá verde, cúrcuma, cacau; alimentos que atuam na redução do estresse/cortisol: abacate, fitoterápicos adaptógenos (rodiola rosea, withannia somnifera e ginseng coreano); suplementos coadjuvantes: ômega 3, óleo de prímula, resveratrol, coenzima Q10 e cúrcuma. Com esse cardápio os sintomas serão minimizados, você sentirá uma redução do cortisol (estresse) e uma indução do sono e relaxamento", afirma a nutri Ana Karam.
Uma dica bacana é acrescentar a couve ao suco de laranja. "O suco é rico em antioxidantes (vitamina C) e rico em polifenóis, já a couve ajuda no processo de detoxificação. Vamos retirar apenas o açúcar por ter ação inflamatória e substituir por mel, por sua ação calmante", aconselha a nutri Ana Karam.
Para melhor o desempenho também é preciso evitar o excesso de industrializados, açúcar, gorduras saturadas e hidrogenadas, que possuem ação inflamatória e alguns alimentos com: glúten, glutamato monossódico, cafeína, corantes, chocolate, camarão, produtos lácteos e aspartame.
6 - E OS EXERCÍCIOS?
As atividades físicas são um dos pilares que ajudam no tratamento de um indivíduo com fibromialgia, direta e indiretamente. Segundo o fisioterapeuta Jonas de Andrade Silva, os benefícios diretos da atividade física são: liberação de endorfina, que melhora o fluxo sanguíneo e traz um relaxamento corporal, levando o paciente a ter uma sensação de bem-estar, aliviando as dores e os sintomas associados a doença, como a fadiga e as alterações no sono.
Já a forma indireta auxilia na prevenção de obesidade, artralgias, depressão, atrofia muscular e osteoporose. "Os exercícios mais indicados são os de intensidade leve a moderada, evitando chegar a uma fadiga muscular. Dentre esses podemos citar: caminhada, alongamento, natação, musculação, pilates e até uma corrida leve, sempre respeitando os limites de capacidade física e dor apresentados por cada indivíduo", explica o fisioterapeuta Jonas Silva. Mas, é preciso tomar cuidado e devem ser evitadas atividades extenuantes, ou praticadas em ambientes com temperatura, barulho ou claridade excessiva. As atividades de grande impacto também podem desencadear as crises ou até mesmo agravar os sintomas.
7 - COMO É A ROTINA?
Lidar com as dores provocadas pela fibro não é uma tarefa fácil, também é preciso muita determinação para mandar embora aquela fadiga que costuma atrapalhar o dia a dia. Apesar do tratamento a doença leva um tempo para ser controlada.
A coach Lívia Teixeira, que também é portadora de fibromialgia, ajuda pessoas que passam pelas mesmas situações que ela. "Viver com fibromialgia é extremamente desafiador e completamente exaustivo. Imagine sentir dor o tempo todo, no corpo todo, não saber a causa nem o que fazer para melhorar e sua única certeza ser o fato de que fibromialgia não tem cura. Sou portadora desde criança. Passei por momentos em que achei que não ia aguentar, saindo de casa todos os dias como se estivesse saindo para a guerra: armada, rígida, preocupada e sem saber se voltaria viva – metaforicamente falando – apesar de às vezes a sensação ser de quase morte. Aos poucos fui encontrando meu caminho e aprendi a conviver com a síndrome", explica.
Já a escritora Fernanda Carvalho Veiga nos conta como foi seu processo de aceitação e como é possível levar uma vida normal mesmo com essa síndrome. "Quando descobri que tinha a fibromialgia fiquei assustada, pois era algo desconhecido para mim, fiquei muito triste por saber que as dores me acompanhariam pelo resto da vida. De início foi difícil aceitar, me acostumar e me adaptar a minha nova rotina, principalmente as medicações, seus efeitos colaterais, a incompreensão das pessoas e a pegar leve com a academia, não fazendo esportes com impacto como boxe e capoeira. Após essa fase inicial, aprendi a fazer tudo que gosto dentro do meu limite, voltei a andar de bicicleta, pular corda, dançar, ir para shows, carnaval e fazer tudo como qualquer outra pessoa da minha idade".
Apesar de ser difícil conviver com a síndrome, pois ela pode desencadear dores terríveis, procure um bom profissional e siga à risca suas indicações, pois só assim será possível driblar a temida fibro.



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

HUAC atende pacientes com FIBROMIALGIA, LÚPUS E ALZHEIMER

No Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), filiado à Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), o atendimento aos pacientes é feito por especialistas em Reumatologia, Geriatria e Neurologia.

“Nosso atendimento ocorre durante todo o ano, de forma normal. No caso de Lúpus e Fibromialgia, os pacientes são atendidos por reumatologistas. Usuários com suspeita ou diagnóstico de Alzheimer recebem assistência da Geriatria e Neurologia”, explicou Consuelo Padilha.

Como marcar consulta no HUAC
 No caso de pacientes de Campina Grande, a primeira consulta em cada especialidade é agendada diretamente na Unidade Básica de Saúde (UBS), que providencia a marcação da consulta. É necessária a apresentação do cartão do SUS (Sistema Único de Saúde).
 Para pacientes dos 176 municípios pactuados com a Prefeitura Municipal de Campina Grande, a regra muda.
O usuário deve se dirigir à Secretaria da Saúde da cidade onde mora, e a instituição faz a solicitação de atendimento, por meio do Sisreg, à Central de Regulação de Campina Grande, que faz a marcação no HUAC. Também é imprescindível a apresentação do cartão do SUS.

Saúde das mulheres é ameaçada com pesquisas médicas focadas em homens

Menos remédios e tratamentos são desenvolvidos para elas


domingo, 10 de fevereiro de 2019


Fibromialgia e Dieta

Mudar sua dieta ajudará você a lidar com a fibromialgia?

FIBROMIÁLGICOS TÊM DIREITO A USAR A FILA PREFERENCIAL

A coragem, a determinação, a busca por direitos garantidos provam que podem mudar para melhor a vida dos pacientes fibromiálgicos.
Foi esse o estímulo que Viviane Santos da ARAFIBRO - Fibromiálgicos de Araras/SP  https://www.facebook.com/profile.php?id=100013253714744
e a APAFIBRO - Associação Paranaense dos Fibromiálgicos
https://www.facebook.com/apafibro
com toda sua Diretoria, 
ambas conquistaram o direito dos Fibromiálgicos usarem a FILA PREFERENCIAL nestas cidades.
Ambas levaram nossas dificuldades, sintomas e a necessidade de ter garantido esse direito.
E os Vereadores:
Marcelo de Oliveira de Araras/SP
Deybson Bitencourt, Mateus Barreto e Jones Vivi de Umuarama/PR 
abraçaram nossa causa e elaboraram os respectivos Projetos de Lei.

Os dois projetos foram aprovados pela Câmara das duas cidades, por unanimidade. 

Em Araras/SP, o Exmo. Prefeito Sr. Júnior Franco sancionou  Lei Municipal nr. 5060 de 04 de Dezembro de 2017. Em 2018 baixou Decreto para Regulamentar a Lei - Decreto 6415 de 14 de agosto de 2018
Já está em Pleno funcionamento.
Os fibromiálgicos têm carteirinha, e podem usar sem qualquer constrangimento as Filas Preferenciais na Cidade de Araras/SP.
Aqui vão nossos agradecimentos especiais aos Parlamentares que compreenderam nossas necessidades, e legislaram a nosso favor. 

Em Umuarama/PR, o Exmo Prefeito Sr. Celso Luiz Pozzobom sancionou o Projeto de Lei. Lei Municipal 4286 de 13 de Julho de 2018
Mas ainda não baixou o Decreto para Regulamentar a Lei. Ou seja, os fibromiálgicos não sabem como usufruir da Lei sancionada.
Exmo Prefeito Celso Pozzobom, o que falta para Regulamentação??? Podemos ajudar? 
O povo fibromiálgico e seus simpatizantes podem reclamar diretamente ao Sr. Prefeito aqui.

A APAFIBRO está aí, pode e quer ajudar nesta tarefa. Vamos agilizar? Quem tem dor tem pressa!!! 😕😕😔😔😔

A ABRAFIBRO cumprimenta a todos os envolvidos neste processo. A União faz a força. 👍👏👏👏👏👏

Como podem ver, você também pode fazer a diferença em sua cidade.

Se quiser material, pode baixar as leis que estão aqui... é só clicar nelas que será direcionado ao site respectivo.

Ou, você poderá escrever para a ABRAFIBRO colocando em sua mensagem:
→ seu nome completo,
→ nome de sua cidade e estado
→ nome do Vereador ou Deputado Estadual a quem irá pedir este Projeto de Lei

envie para abrafibro@gmail.com

Aguarde, logo estará recebendo o material que deverá ser entregue ao Parlamentar que escolheu. 
Converse com ele, faço-o conhecer um Fibromiálgico. Conte suas dificuldades. 

Muitos poderão dizer que este direito está garantido. Mas não está. Infelizmente, a Fibromialgia ainda não é reconhecida como "deficiência". Além disso, a falta da credencial poderá constranger alguns pacientes, por não termos nada aparente. A Fibromialgia é invisível.
O uso de credencial facilita muito.

Daí a necessidade dos Prefeitos ou Governadores, após a Sanção (transformar o Projeto de Lei em Lei Municipal), elaborar e publicar o Decreto que regulamentará (dirá como deverá funcionar a Lei, onde fazer a credencial, como a Secretaria da Saúde estará envolvida neste processo, ou outro órgão que o Exmo Prefeito escolha para isso) a Lei. Só a Lei não resolve!!! Só com o Decreto que o fibromiálgico e os locais onde houver FILA PREFERENCIAL saberão como ela irá funcionar.

O importante é que todo o processo seja rapidamente tramitado, e logo os fibromiálgicos estejam livres para usar a Fila Preferencial sem qualquer constrangimento.

Este é o primeiro passo para conquistas na ordem de políticas públicas.

Vamos lutar para que isso ocorra em todo território nacional. Mas isso demora muito tempo para tramitar no Senado, na Câmara dos Deputados, a sanção do Presidente da República, e por último um Decreto que dirá como irá funcionar. Leva muito tempo... Enquanto isso não ocorre, vamos lutar nos Municípios e nos Estados. É um processo muito mais rápido.

Em breve, outras campanhas e ações serão lançadas.

Faça parte da mudança... Você quer, você pode, você conquista!