Seja Bem Vindo ao Universo do Fibromiálgico

A Abrafibro - Assoc Bras dos Fibromiálgicos traz para você, seus familiares, amigos, simpatizantes e estudantes uma vasta lista de assuntos, todos voltados à Fibromialgia e aos Fibromiálgicos.
A educação sobre a Fibromialgia é parte integrante do tratamento multidisciplinar ao paciente. Mas deve se estender aos familiares e amigos.
Conhecendo e desmistificando a Fibromialgia, todos deixarão de lado preconceitos, conceitos errôneos, para darem lugar a ações mais assertivas com diversos aspectos, como: tratamento, mudança de hábitos, a compreensão de seu próprio corpo. Isso permitirá o gerenciamento dos sintomas, para que não se tornem de difícil do controle.
A Fibromialgia é uma síndrome, é real e uma incógnita para a medicina.
Pelo complexo fato de ser uma síndrome, que engloba uma série de sintomas e outras doenças - comorbidades - dificulta e muito os estudos e o próprio avanço das pesquisas.
Porém, cientistas do mundo inteiro se dedicam ao seu estudo, para melhorar a qualidade de vida daqueles por ela atingidos.
Existem diversos níveis de comprometimento dentro da própria doença. Alguns pacientes são mais refratários que outros, ou seja, seu organismo não reage da mesma forma que a maioria aos tratamentos convencionais.
Sim, atualmente compreendem que a síndrome é "na cabeça", e não "da cabeça". Esta conclusão foi detalhada em exames de imagens, Ressonância Magnética Funcional, que é capaz de mostrar as zonas ativadas do cérebro do paciente fibromiálgico quando estimulado à dor. É muito maior o campo ativado, em comparação ao mesmo estímulo dado a um paciente que não é fibromiálgico. Seu campo é muito menor.
Assim, o estímulo dispara zonas muito maiores no cérebro, é capaz de gerar sensações ainda mais potencialmente dolorosas, entre outros sintomas (vide imagem no alto da página).
Por que isso acontece? Como isso acontece? Como definir a causa? Como interromper este efeito? Como lidar com estes estranhos sintomas? Por que na tenra infância ou adolescência isso pode acontecer? Por que a grande maioria dos fibromiálgicos são mulheres? Por que só uma minoria de homens desenvolvem a síndrome?
Estas e tantas outras questões ainda não possuem respostas. Os tratamentos atuais englobam antidepressivos, potentes analgésicos, fisioterapia, psicoterapia, psiquiatria, e essencialmente (exceto com proibição por ordem médica) a Atividade Física.
Esta é a parte que têm menor adesão pelos pacientes.
É dolorosa no início, é desconfortante, é preciso muito empenho, é preciso acreditar que a fase aguda da dor vai passar, trazendo alívio. Todo paciente precisa de orientação médica e/ou do profissional, que no caso é o Educador Físico. Eles poderão determinar tempo de atividade diária, o que melhor se adequa a sua condição, corrige erros comuns durante a atividade, e não deixar que o paciente force além de seu próprio limite... Tudo é comandado de forma progressiva. Mas é preciso empenho, determinação e adesão.

Quer saber o que é FIBROMIALIGIA? na coluna ao lado esquerdo das postagem clique no link "Mas o que é fibromialgia"


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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Como abordar a síndrome da dor crônica em pacientes ortopédicos?



médico ortopedista discutindo história de paciente com dor crônica com enfermeira

A dor é a reação normal do corpo a uma lesão ou doença, um aviso de que algo está errado. Quando seu corpo cura, você geralmente para de ter dor. Mas, para muitas pessoas, a dor continua muito tempo depois que sua causa desaparece. Quando dura de três a seis meses ou mais, é chamado de dor crônica.

Síndrome da dor crônica

Cerca de 25% das pessoas com dor crônica passarão a ter uma condição chamada de síndrome da dor crônica. Isso acontece quando a dor passa a interferir na rotina da pessoa e outros problemas passam a aparecer de forma secundária. Entre estes problemas, devemos considerar:
  • Problemas psicossociais: a dor faz com que a pessoa não consiga mais manter sua rotina de atividades profissionais, familiares e recreativas. Perdem-se as atividades com cônjuges, filhos e amigos. Como resultado, passa-se a conviver com a sensação de culpa. A culpa não é a única emoção comum para quem convive com a dor crônica: alguma combinação de medo, vergonha, irritabilidade, ansiedade e depressão é comum;
  • Abuso de álcool e drogas, perda do emprego e problemas conjugais também são comuns. A ansiedade muitas vezes leva a um abuso na alimentação e ganho de peso;
  • Sedentarismo: a rotina torna-se cada ver mais sedentária, em decorrência da dor. O sedentarismo pode levar a uma piora em doenças como pressão alta, diabetes e obesidade. A perda de massa muscular associada ao ganho de peso faz com que as dores piorem;
  • Insônia: além da dor, o estresse relacionado à perda de emprego, problemas financeiros e à falta de perspectivas de melhora faz com que a qualidade do sono seja prejudicada. Sem dormir bem, a pessoa passa a se sentir fadigada e desmotivada;
  • Catastrofização da dor: a sensação de que “tudo está perdido”, faz com que o paciente fique cada vez mais desmotivado, e isso contribui para que a resposta ao tratamento seja cada vez mais ineficaz;
  • Dependência de medicamentos: o uso cada vez mais frequente de medicações cada vez mais forte deve levar à preocupação com a dependência química por medicamentos.
O paciente com síndrome da dor crônica passa a viver em um ciclo vicioso, no qual a dor crônica leva às complicações secundárias descritas acima, e estas complicações pioram a dor original.
As raízes da dor crônica são tanto físicas como mentais. Em alguns casos, mais físicos. Em outros, mais mentais. Mesmo que, de início, a dor tivesse um componente puramente físico, como uma lesão ou um trauma, problemas psicossociais invariavelmente passam a interferir no processo da dor.

O que causa a síndrome da dor crônica?

A síndrome afeta pessoas de todas as idades e de ambos os sexos, mas é mais comum em mulheres. Pessoas com depressão maior e outras condições de saúde mental são mais propensas a desenvolverem a síndrome da dor crônica. O estado do sistema nervoso central antes do início da lesão ou condição de dor original e condições decorrentes da dor estão ligados ao desenvolvimento da síndrome da dor crônica.
  • Condições previas à dor e que contribuem para a sensibilização central: uma história anterior de ansiedade, trauma físico e psicológico e depressão são significativamente preditivos do aparecimento de dor crônica mais tarde na vida. O denominador comum entre dor crônica, ansiedade, trauma e depressão é o sistema nervoso. São todas condições que afetam o sistema nervoso, deixando-o persistentemente alterado ou desregulado;
  • Fatores decorrentes da dor e que contribuem para à sensibilização central: o início da dor é frequentemente associado ao desenvolvimento subsequente de condições como depressão, medo, ansiedade e outros estressores. O estresse dessas respostas pode, por sua vez, exacerbar ainda mais a reatividade do sistema nervoso, levando à sensibilização central. O sono ruim também é uma consequência comum de viver com dor crônica. Também está associado ao aumento da sensibilidade à dor.

Sensibilização central

Sensibilização central é uma condição do sistema nervoso associada ao desenvolvimento e manutenção da dor crônica. A sensibilização central desempenha um papel importante em muitos distúrbios de dor crônica diferentes, como na dor lombar crônica, dor no pescoço, dores de cabeça, enxaqueca, artrite reumatoide, artrose do joelho, endometriose, fibromialgia, síndrome do intestino irritável, lesões sofridas em um acidente de carro ou após cirurgias.
Quando ocorre a sensibilização central, o sistema nervoso passa a ficar em um estado persistente de alta reatividade. Esse estado de reatividade persistente diminui o limiar da dor e, posteriormente, mantém a dor mesmo depois que a causa original da dor tiver sido solucionada.
A sensibilização do sistema nervoso central tem duas características principais:
  • Alodinia: ocorre quando uma pessoa sente dor com coisas que normalmente não são dolorosas. Por exemplo, tocar levemente a pele pode causar dor, eventualmente até mesmo o contato da roupa do corpo pode ser o suficiente para que os nervos, ao invés de transmitir uma sensação de toque, transmitam uma sensação de dor e desconforto.
  • Hiperalgesia: ocorre quando um estímulo tipicamente doloroso é percebido como mais doloroso do que deveria.
Um exemplo pode ser quando um inchaço simples, que normalmente pode ser levemente doloroso, passa a ser sentida como uma dor forte.
Além da alodinia e da hiperalgesia, a sensibilização central pode levar a sensibilidades elevadas em todos os sentidos, não apenas no sentido do tato. Às vezes, pacientes com dor crônica podem relatar desconforto aumentado à luz, sons e odores.

Tratamento

O tratamento da dor crônica não é simples e deve envolver uma abordagem multidisciplinar. Todos os fatores discutidos acima devem ser abordados para que o tratamento tenha reais possibilidades de sucesso. Grande parte do tratamento está relacionado a uma mudança no estilo de vida, e o paciente deve ser motivado para isso.
Fazer o paciente entender o problema e enxergar uma possibilidade real de melhora é fundamental. Será necessário também o apoio de fato de familiares e amigos próximos, que se motivem na busca por uma solução, e que não enxerguem o paciente como um coitado. O paciente com dor crônica já costuma ter uma autoestima diminuída, não precisa do apoio de familiares e amigos para piorar isso.
A principal causa para a falha no tratamento da dor crônica é justamente o tratamento da doença de base, ou daquilo que mais chama a atenção do paciente, como uma artrose do joelho, sem tratar todos os outros fatores discutidos acima. Tratar uma artrose do joelho apenas com medicamento e orientá-lo de que precisa fazer exercício é muito pouco em um paciente com os sinais da síndrome da dor crônica.
A depender do paciente, diversas terapias poderão ser indicadas para o tratamento da dor crônica:
  • Terapia cognitivo-comportamental;
  • Acupuntura;
  • Psicoterapia;
  • Terapia ocupacional;
  • Fisioterapia;
  • Técnicas de relaxamento, como meditação.

Fisioterapia e atividade física

Levantar-se e movimentar-se com regularidade é uma das partes mais importantes do tratamento. A falta do movimento resultará em dor e incapacidade adicional. A prática regular de exercícios pelo paciente com dor crônica, seja por meio da fisioterapia, seja por meio de modalidades como hidroginástica, caminhada, ioga ou pilates deve ser sempre estimulada. Não adianta, porém, fazer estes exercícios uma hora por dia e passar o restante do dia no sofá.
No início do tratamento, quando a dor estiver mais limitante, a fisioterapia manipulativa é uma ótima opção, com foco em recuperar a flexibilidade, a mobilidade e a estabilidade das articulações. Técnicas de fototermoeletroterpia podem ser indicadas. Gradativamente, exercícios para fortalecimento serão acrescidos, com foco principalmente em vencer a inibição da musculatura.
A prescrição de exercícios físicos deve ser encarada com a mesma importância do que a prescrição de medicamentos: não adianta dizer que “precisa fazer exercícios”, é preciso indicar, preferencialmente por escrito, quais as possibilidades de atividade, com qual frequência, qual intensidade e por quanto tempo. Esta prescrição deve ser baseada em uma avaliação estruturada realizada por um fisioterapeuta ou preparador físico capacitado.

Tratamento medicamentoso

O uso de medicamentos como forma isolada de tratamento da dor crônica terá pouco efeito sobre a dor e fará com que, em pouco tempo, os benefícios destas medicações não sejam mais perceptíveis.
Isso não significa que o uso de medicamentos não seja importante: embora as mudanças no estilo de vida e demais tratamentos descritos até aqui sejam fundamentais, geralmente eles terão sucesso sem o auxílio dos medicamentos.
Podemos dividir os medicamentos para o tratamento da dor crônica em três grupos:
  • Medicamentos analgésicos: Analgésicos simples, opioides e anti-inflamatórios ajudarão no controle da dor propriamente dita. Estes medicamentos não atuam sobre a causa do dor, mas farão com que a sensação dolorosa seja reduzida.
  • Medicamentos para o tratamento da sensibilização central: medicações antidepressivas e anticonvulsivantes são utilizadas com o intuito de reduzir a sensibilização central. Seu mecanismo de ação não está relacionado ao tratamento de eventuais casos de depressão ou convulsão.
  • Medicamentos para o tratamento da doença de base: artrite reumatoide, artrose do joelho e outras doenças que causam a dor crônica podem ser tratadas com medicamentos específicos, além das medicações descritas acima. No caso da artrose, por exemplo, as infiltrações com corticoide ou ácido hialurônico, a glicosamina e o colágeno são algumas das opções.
Autor:
Referências bibliográficas:
  • Dydyk AM, Givler A. StatPearls Publishing; 2020 Jan 14.
  • https://ortopedistadojoelho.com.br/
  • Eller-Smith, Olivia C et al. Frontiers in cellular neuroscience vol. 12 35. 13 Feb. 2018.

Texto original https://pebmed.com.br/como-abordar-a-sindrome-da-dor-cronica-em-pacientes-ortopedicos/



segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Para aqueles afetados um fardo
 
Fibromialgia – o que está por trás da dor 
muscular enigmática

A fibromialgia é uma doença crônica com fortes dores musculares em várias 
partes do corpo. Os ataques geralmente duram vários dias. Mas existem 
terapias que prometem alívio.

Fibromyalgie: Symptome und Ursachen der Muskelschmerzen. Eine Frau fasst sich an die Schulter: Die genauen Ursachen für Fibromyalgie sind bislang unbekannt. (Quelle: Getty Images/FotoDuets)

A fibromialgia (dor no músculo fibroso, SFM para abreviar) é
um distúrbio neurológico no qual a percepção e o processamento da dor são perturbados. O limiar de estímulo para a percepção da dor é significativamente menor do que em pessoas saudáveis. Muitos doentes acompanham a doença por toda a vida. Segundo a Liga Alemã de Reumatismo, dentre cem pessoas, duas desenvolvem fibromialgia - mulheres mais frequentemente que homens. Cada parte do corpo pode ser afetada pela dor. Eles geralmente ocorrem nas costas, coluna vertebral e ao redor dos jarretes, joelhos, quadris, cotovelos, mãos e ombros. A fibromialgia não é perigosa porque órgãos, músculos e articulações são saudáveis. Segundo especialistas médicos, a doença não afeta a expectativa de vida. No entanto, a fibromialgia pode levar a restrições significativas na vida cotidiana e na qualidade de vida das pessoas afetadas.

Disparadores de fibromialgia: Qual é a causa da dor?
 
As causas exatas da fibromialgia são desconhecidas. O que a ciência sabe é 
que o processamento da dor no cérebro é alterado em pacientes com 
fibromialgia. O gatilho é uma interação de fatores genéticos, físicos e psicológico
s que causam certas reações do sistema hormonal e nervoso, que por sua vez 
causam sintomas de SFM. Fatores que podem influenciar o aparecimento da 
dor incluem:
 
·        estresse
·        experiências estressantes e traumáticas
·        depressão
·        falta exercício
·        fumar
·        excesso de peso

A fibromialgia pode estar presente como uma doença primária, mas também 
como resultado de outra doença, como a artrite reumatóide. Então os médicos 
falam de uma doença secundária. Como aponta a Associação Alemã de 
Fibromialgia (DFV), a fibromialgia não é uma doença reumática.

O caminho para o diagnóstico da fibromialgia geralmente é longo
 
A fibromialgia se desenvolve ao longo de muitos anos. Segundo o DFV, os 
primeiros sintomas geralmente ocorrem a partir dos 35 anos e depois se tornam 
mais pronunciados. Muitos pacientes sofrem de dores inexplicáveis ​​ou outras 
doenças dolorosas. As fases da dor podem alternar com os períodos em que a
 pessoa afetada está praticamente livre de sintomas. Os sintomas da fibromialgia 
são muito diversos e às vezes inespecíficos. Como resultado, eles são 
frequentemente associados a outras condições.

O diagnóstico de fibromialgia é dificultado, porque nenhuma causa física no 
sentido de órgãos doentes pode ser encontrada. Além disso, não há marcadores 
específicos no sangue que possam indicar a doença. Portanto, o médico costuma 
seguir o outro caminho: ele exclui outras doenças pouco a pouco. Portanto, muitos 
pacientes têm um longo caminho a percorrer e muitas horas de espera em várias 
práticas médicas até o diagnóstico. Além disso, a fibromialgia é freqüentemente 
encontrada apenas em uma consulta reumatológica ou de remédios para dor.
 
Sintomas de fibromialgia: Isso informará a condição
 
Os sintomas da fibromialgia não são apenas diferentes de pessoa para pessoa. 
Mesmo com os afetados, os sintomas da doença podem mudar. A dor pode 
mudar para diferentes áreas do corpo, a intensidade da dor pode variar e a 
duração dos episódios de dor pode variar.
Os sintomas da fibromialgia incluem:
 
·        mais de três meses de dor em várias partes do corpo, geralmente em torno 
das articulações que lembram os músculos doloridos e os músculos tensos
·        Cansaço e exaustão
·        distúrbios do sono
·        Rigidez e inchaço nas mãos, pés e rosto
·        Distúrbios de memória e concentração
·        As queixas gastrointestinais
·        Dor de cabeça e enxaqueca
·        Fraqueza  nas mãos e nos pés
·        aumento da sensibilidade à dor
·        aumento da sensibilidade à luz, cheiro e ruído
·        Problemas menstruais em mulheres
·        taquicardia
·        dificuldade em respirar
·        inquietação interior
·        nervosismo
·        ansiedade
·        Sentindo-se à depressão
Como os sintomas da fibromialgia são tão imprevisíveis, muitas vezes é um 
grande desafio para as pessoas afetadas dominarem sua vida cotidiana. Eles
 nunca sabem ao certo quando a próxima explosão de dor virá. Mau sono, 
cansaço e fadiga aumentam o fardo.
 
Como você pode tratar a fibromialgia?
 
As queixas dos pacientes  são muito diferentes. Portanto, não existe um 
tratamento padrão para tratar a síndrome da fibromialgia. O médico monta a 
terapia para o paciente, dependendo dos sintomas. Portanto, é preciso muita 
paciência para encontrar a terapia correta. Como regra, tratamentos de diferentes 
especialidades são combinados. Médicos, psicólogos e fisioterapeutas geralmente 
trabalham juntos.
 
Tratamento medicamentoso
 
Uma pílula de tratamento importante da terapia da fibromialgia são os 
medicamentos para alívio da dor, incluindo:
 
·        amitriptilina
·        duloxetina
·        Milnacipran
·        pregabalina

Os medicamentos foram desenvolvidos originalmente para o tratamento da 
depressão ou epilepsia e atuam sobre os mensageiros responsáveis ​​pela 
percepção da dor.
 
Analgésicos clássicos como ibuprofeno, diclofenaco e paracetamol raramente são 
prescritos pelos médicos no contexto da terapia da fibromialgia. Eles geralmente 
não reduzem a dor na extensão desejada e, tomados por um período mais longo, 
trazem efeitos colaterais consideráveis.

Terapias não medicamentosas
As terapias não medicamentosas para fibromialgia incluem:
·        ginástica,
·        banhos quentes,
·        massagens,
·        acupuntura,
·        estimulação elétrica nervosa transcutânea - TENS curtas
Todas essas medidas têm o objetivo de relaxar os músculos e liberar a tensão. Esportes leves, como andar de bicicleta, nadar e caminhar, também têm efeitos benéficos durante a terapia.
·        Combater as reclamações e alimentação equilibrada
·        Deficiência de magnésio: examinasr  e corrigir 
·        Fortalecimento muscular: proteina para fortalecer os músculos
 
Exercícios de relaxamento como meditação, treinamento autogênico e técnicas 
para controlar a dor também são apoiados por muitas pessoas afetadas. Como a 
fibromialgia, além das limitações físicas, também traz sintomas psicológicos, a 
psicoterapia pode ser útil.

Nota importante: As informações não substituem aconselhamento ou 
tratamento profissional por médicos treinados e reconhecidos. O conteúdo 
de t-online.de não pode e não deve ser usado para fazer diagnósticos 
independentes ou iniciar tratamentos

Fontes utilizadas:
Liga Alemã de Reumatismo e.V .: "síndrome da fibromialgia"
Associação Alemã de Fibromialgia (DFV) e.V.: "Síndrome da fibromialgia (FMS)"

outras fontes

texto original em alemão
https://www.t-online.de/gesundheit/krankheiten-symptome/id_86852060/fibromyalgie-symptome-und-ursachen-der-muskelschmerzen.html

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

"Paciente com dor afeta toda família', diz médica referência em tratamentos"

Dor crônica atinge cerca de 30% da população mundial, cita Dra. Trescot. Tendência é de que gerações mais novas sintam mais dores por postura.

11/08/2015 08h20 - Atualizado em 11/08/2015 08h20

 Do G1 Campinas e Região

Doutora Andrea Trescot, referência mundial no tratamento da dor (Foto: Marina Ortiz/ G1) 

A médica americana Andrea Trescot durante sua quinta visita ao Brasil, em Campinas (Foto: Marina Ortiz/ G1)

Lidar com a dor, um mal que atinge cerca de 30% da população, não se restringe ao uso de medicamentos, ou uma injeção de emergência. É preciso mudança no modo de vida, conhecer outras formas de enfrentar o problema. A interpretação é da Doutora Andrea Trescot, uma das maiores autoridades em medicina intervencionista da dor do mundo.
Ela esteve em Campinas (SP) na última semana para participar de um seminário sobre o tema e, em entrevista ao G1, falou das dores mais comuns, da associação delas com o estresse, do problema ortopédico que a tecnologia está acarretando para os jovens e a responsabilidade do governo quando o assunto é dor. Confira os principais trechos.
 
G1: É comum encontrar pessoas que sofrem com algum tipo de dor crônica?
 
Doutora Andrea Trescot: Nos Estados Unidos, foi estimado que 30% da população sofre com dor crônica. Então muitos desses pacientes não sentem que eles têm alguma opção. Eles vão procurar ajuda médica depois de anos passados e receberam a resposta de que nada poderia ser feito ou eles tiveram um ou dois procedimentos e desistiram disso. Eles têm preocupações extraviadas sobre o uso de opióides no tratamento, eles não entendem que existem outros tipos de remédios que podem provocar o alívio da dor que não são opióides.
Na minha cabeça é muito como sofrer por um dente infectado. O raio-X talvez não te diga qual dente é um problema, pois a boca pode estar cheia de cavidades e se você for num dentista e ele trabalhar em um dente que não era certo, você desiste desse dentista. Remédios para a dor vão ajudar com isso, mas só vai piorar e você vai parar de comer, porque dói. Você não consegue dormir, porque dói. Então aí não começa a afetar só a sua vida inteira mas também das pessoas em volta de você. Já que você está miserável você faz todos que estão em volta de você miseráveis, então esses problemas de dor acabam sendo consumíveis. Então eles não afetam só o paciente mas também a família inteira.
 
G1: Qual o tipo mais comum de dor?
 
Andrea: Provavelmente dor na parte inferior das costas. Eu também diria que dores de cabeça também são muito comuns, mas as pessoas geralmente não vão para a administração da dor, elas vão a neurologistas. E isso é porque existe uma impressão de que as dores de cabeça venham da parte de dentro do crânio. Mas nós estamos reconhecendo que muitas das causas de dores de cabeça vem de fora do crânio. Mas se nós falarmos de dores nas costas, muito disso vem da nossa postura. A nossa espinha tem um formato de S. E qualquer coisa que mude essa curva, seja uma protuberância na barriga, olhar para baixo para o seu celular ao mandar mensagens de texto, por exemplo.
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Médica Andrea Trescot é referência mundial no tratamento da dor (Foto: Marina Ortiz/ G1) 
Trescot afirma que qualidade dos médicos no
Brasil é 'maravilhosa' (Foto: Marina Ortiz/ G1)
 
G1: Então, por conta disso, provavelmente mais pessoas jovens terão dores?
Andrea: Nós estamos sendo capazes de mostrar que a postura dos jovens está ficando muito pior e eu estou vendo pacientes com dores nas costas e pescoço cada vez mais jovens do que via antes. Então sim, eu vejo uma explosão inteira vindo para uma geração inteira de pessoas que terão problemas se nós não encontrarmos as causas cedo.
 
G1: O que a senhora acha do trabalho dos médicos brasileiros nesta área?
 
Andrea: Eu estou sem palavras. Eu estou maravilhada pela qualidade dos médicos aqui no Brasil. Então, eu viajo pelo mundo todo e ensino pelo mundo todo, mas o nível de ferramentas técnicas e montante de entusiasmo para aprender novas técnicas e para tentar fazer um bom trabalho com seus pacientes têm sido o que me faz voltar agora há cinco anos seguidos. Para ajudar a ensinar aqui, porque é o único lugar no mundo que eu continuo voltando.
 
G1: A senhora acredita que aqui no Brasil nós temos o suporte tecnológico suficiente para este tipo de trabalho?
Andrea: Sim, eu acho que aqui no Brasil existe um suporte tecnológico excelente, com um grupo inteiro agora de médicos bem treinados, técnicas que vejo sendo realizadas aqui que eu não vejo em algumas das clínicas privadas dos Estados Unidos. É bem impressionante não somente o nível de experiência, mas o comprometimento com a pesquisa e publicação. E ir mais a fundo na educação também é um dos pontos muito impressionantes.
 
G1: A gente pode dizer que a dor já se tornou um problema para o governo?
 
Andrea: Bem, precisa ser. Precisa ser reconhecido como um problema. Até o governo pagar por este tipo de tratamento, esses pacientes que não tem recursos independentes não terão acesso a eles. E essas são as pessoas que estão com maior risco, são as que tem que ter capacidade de trabalhar. Tem pessoas sendo subsidiadas pelo estado porque não podem trabalhar, mas eles não estão pagando médicos para ajudar pacientes a voltar para o trabalho parece ser uma medida muito contraprodutiva.
 
G1: Então nós estamos falando de um problema de trabalho?
Andrea:
Sim, nós estamos falando de um problema de trabalho. Não só da ausência de pessoas no trabalho, mas de pessoas no trabalho que não estão em sua capacidade total, mas estão sendo pagas por um todo.
 
G1: E essa condição está crescendo?
 

Andrea: Isso também está crescendo como um número quando as pessoas tem pequenas dores que acabam ficando maiores e maiores porque não são tratadas.."
Muitas das coisas que eu faço foram consideradas no passado como medicina alternativa"
Andrea Trescot
 
G1: O que você acha de tratamentos alternativos, como acupuntura e fisioterapia?
 

Andrea: Eu acho que um carpinteiro deve ter o máximo de ferramentas possíveis na sua caixa. Então se eu tenho um paciente que tem um ombro deslocado, não importa o que eu faço se nós não conseguirmos colocar este ombro de volta no lugar, não vai ajudar nada. Mesmo se eu tivesse uma varinha mágica e deixasse alguém livre das dores, se eles já estiveram com dor por um tempo eles tem outras condições. E eles não podem voltar e fazer o que eles estavam fazendo novamente, então eles tem que ter terapia física.
Qualquer coisa que ajude-os a ter uma reabilitação da dor, seja o aumento de endorfina com acupuntura, ou aprender as mecânicas do corpo com fisioterapia.
Muitas das coisas que eu faço foram consideradas no passado como medicina alternativa. E eu sou muito pragmática, faça o que funcione. Não importa para mim o que quer que seja se ajude a parar de doer. Então eu encorajo meus pacientes a fazerem ioga, eu os encorajo a fazer meditação. Eu tenho uma psicóloga no meu consultório, para que eles possam aprender ferramentas que habilitam o enfrentamento.
 
G1: Nós podemos considerar a depressão como uma forma de dor?
 

Andrea: Pessoas que estão deprimidas sentem dor e pessoas que sentem dor ficam deprimidas. Então uma coisa se alimenta da outra, quando você não consegue fazer as coisas que você gosta você não consegue bloquear a dor. E a dor piora.
Quando você não consegue dormir e é privado do sono isso leva a depressão. Mas pessoas deprimidas não conseguem dormir. E com frequência é como “o ovo e a galinha, quem veio primeiro?”. A depressão veio antes e depois a dor? Ou a dor causou a depressão? E de novo, eu não me importo: eu trato as duas coisas, eu provavelmente prescrevo mais antidepressivos do que a maioria dos psiquiatras prescrevem. Porque todo mundo que vejo está machucado e todo mundo que vejo tem um componente de depressão.

E de fato, se eu colocar você em um laboratório de sono e te acordar com frequência, a depressão começará a desenvolver "pontos-gatilho" em uma semana. Então sim, a depressão pode causar dor.
Médica americana Andrea Trescot (Foto: Marina Ortiz/ G1) 
Andrea menciona que dor pode afetar união de
uma família inteira (Foto: Marina Ortiz/ G1)
 
G1: A dor afeta a vida social, como o casamento e família?
 

Andrea: Absolutamente. Principalmente quando as pessoas se sentem inúteis ao tentar ajudar. Existe uma perda de função sexual, porque dói fazer sexo. Existe uma perda de apetite, então a pessoa faz uma refeição com carinho e você não sente vontade de comer. As atividades que as pessoas compartilhavam, elas não são feitas mais. Quando as pessoas estão com dor elas se irritam facilmente e isso machuca quem quer que seja.
É a mesma ideia de que seu pet esteja com dor e ao tentar acariciá-lo ele tenta te morder. Não porque ele quer te morder, mas porque está machucando. Então sim, isso abre um buraco enorme na família no exato momento de que a pessoa precisa de suporte familiar. Então a dor afeta a união familiar inteira.
 

G1: E qual o significado para a senhora de poder ajudar um paciente com dor?
 
Andrea: Meu marido diz que eu trabalho por abraços. As pessoas me perguntam “por que você quer ficar com esses pacientes chorões cheios de dor?” E eu digo, se eu fosse uma médica internista e se você tivesse pressão alta eu te daria um remédio para a hipertensão e eu poderia salvar a sua vida abaixando a sua pressão. Mas eu fiz com que você se sentisse melhor? Não, na verdade eu provavelmente fiz com que você se sentisse pior, porque a pressão alta não estava te incomodando.
Eu tenho a chance de dar as pessoas suas vidas de volta. E quando as pessoas me dizem que foram capazes de ir às compras para o natal pela primeira vez, ou que foram capazes de agachar até o chão, é maravilhoso. Quanto mais ferramentas eu tenho, mais vidas eu salvo. E isso me faz continuar, mesmo quando eu não dormi por um dia inteiro.


 Fonte:http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2015/08/paciente-com-dor-afeta-toda-familia-diz-medica-referencia-em-tratamentos.html