Seja Bem Vindo ao Universo do Fibromiálgico

A Abrafibro - Assoc Bras dos Fibromiálgicos traz para você, seus familiares, amigos, simpatizantes e estudantes uma vasta lista de assuntos, todos voltados à Fibromialgia e aos Fibromiálgicos.
A educação sobre a Fibromialgia é parte integrante do tratamento multidisciplinar e interdisciplinar ao paciente. Mas deve se estender aos familiares e amigos.
Conhecendo e desmistificando a Fibromialgia, todos deixarão de lado preconceitos, conceitos errôneos, para darem lugar a ações mais assertivas em diversos aspectos, como:
tratamento, mudança de hábitos, a compreensão de seu próprio corpo. Isso permitirá o gerenciamento dos sintomas, para que não se tornem de difícil do controle.
A Fibromialgia é uma síndrome, é real e uma incógnita para a medicina.
Pelo complexo fato de ser uma síndrome, que engloba uma série de sintomas e outras doenças - comorbidades - dificulta e muito os estudos e o próprio avanço das pesquisas.
Porém, cientistas do mundo inteiro se dedicam ao seu estudo, para melhorar a qualidade de vida daqueles por ela atingidos.
Existem diversos níveis de comprometimento dentro da própria doença. Alguns pacientes são mais refratários que outros, ou seja, seu organismo não reage da mesma forma que a maioria aos tratamentos convencionais.
Sim, atualmente compreendem que a síndrome é "na cabeça", e não "da cabeça". Esta conclusão foi detalhada em exames de imagens, Ressonância Magnética Funcional, que é capaz de mostrar as zonas ativadas do cérebro do paciente fibromiálgico quando estimulado à dor. É muito maior o campo ativado, em comparação ao mesmo estímulo dado a um paciente que não é fibromiálgico. Seu campo é muito menor.
Assim, o estímulo dispara zonas muito maiores no cérebro, é capaz de gerar sensações ainda mais potencialmente dolorosas, entre outros sintomas (vide imagem no alto da página).
Por que isso acontece? Como isso acontece? Como definir a causa? Como interromper este efeito? Como lidar com estes estranhos sintomas? Por que na tenra infância ou adolescência isso pode acontecer? Por que a grande maioria dos fibromiálgicos são mulheres? Por que só uma minoria de homens desenvolvem a síndrome?
Estas e tantas outras questões ainda não possuem respostas. Os tratamentos atuais englobam antidepressivos, potentes analgésicos, fisioterapia, psicoterapia, psiquiatria, e essencialmente (exceto com proibição por ordem médica) a Atividade Física.
Esta é a parte que têm menor adesão pelos pacientes.
É dolorosa no início, é desconfortante, é preciso muito empenho, é preciso acreditar que a fase aguda da dor vai passar, trazendo alívio. Todo paciente precisa de orientação médica e/ou do profissional, que no caso é o Educador Físico. Eles poderão determinar tempo de atividade diária, o que melhor se adequa a sua condição, corrige erros comuns durante a atividade, e não deixar que o paciente force além de seu próprio limite... Tudo é comandado de forma progressiva. Mas é preciso empenho, determinação e adesão.
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terça-feira, 9 de março de 2021

50% das mulheres reclamam de atenção que médicos dão às queixas de dores

 

iStock  


Do VivaBem, em São Paulo
07/03/2021 13h32 


Pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, em parceria com o Blog Dor
Crônica, revelou que 50% das mulheres reclamam da valorização que o médico dá às
suas queixas de dor. Além disso, 75,5% das insatisfeitas reconhecem que o especialista
se preocupa com a doença, mas dá pouca atenção aos relatos de incômodos.


O estudo, chamado de "Percepção do atendimento médico prestado às mulheres com dor
crônica", foi realizado com 1.022 mulheres, de 18 a 78 anos. As participantes
responderam um questionário online e os dados foram coletados entre outubro e
novembro de 2020.

 

Os resultados ainda mostraram que 86% das mulheres sentem dor há mais de seis
meses; 62%, relatam alta intensidade de dor; e quase um terço, 29,4%, sentem dor
intensa, sem ter essa condição "legitimada" pelo médico.

 

"Mesmo a proporção feminina da população impactada pela dor crônica ser o dobro da
masculina, as mulheres não são tão eficazmente bem atendidas quanto os homens",
afirma Julio Troncoso, criador do blog e responsável pela nova pesquisa.

 

Estudo já tentou explicar motivos das dores


A ciência mostra que as mulheres sempre sentiram mais do que os homens,
principalmente quando se trata de incômodos que não têm explicações, ou melhor, dores
que existem sem que a pessoa tenha algum tipo de lesão, como as
enxaquecas.


Mas em fevereiro de 2020, um
estudo publicado no periódico Science Translational
Medicine mostrou que talvez o hormônio prolactina pode ser o motivo. Conhecida por
promover a lactação em mulheres grávidas, a prolactina também se eleva com
estresse,
uso de tranquilizantes, antidepressivos, anti-hipertensivos e narcóticos. Mas os cientistas
repararam que, no caso do estresse, por exemplo, ele libera prolactina e inesperadamente
promove a dor seletivamente em mulheres.


Segundo os cientistas, novas terapias direcionadas ao sistema desse hormônio seriam
mais úteis às mulheres que sofrem com dores.


Principais causas


Frank Porreca, um dos autores do estudo que analisou o papel da prolactina, elencou
algumas dores que costumam ser mais comuns em mulheres do que em homens.
"Quando você soma todas essas mulheres com dor, isso proporcionaria um impacto
enorme e importante nos cuidados médicos", alerta o professor de farmacologia. Veja a
lista a seguir:

 

  • Enxaqueca
  • Dor na coluna
  • Fibromialgia
  • Síndrome do intestino irritável
 texto original https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/07/estudo-50-das-mulheres-reclamam-de-atencao-dos-medicos-as-queixas-de-dor.htm?next=0001H891U11N
 

 

domingo, 7 de março de 2021

TODA QUARTA-FEIRA ÀS 8hs30 GRÁTIS!

 



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Você que tem Fibromialgia e Dor Crônica e não sabe:

👉 Qual tipo de exercício pode fazer?

👉 Onde pode fazer exercício?

👉 Precisa fazer atividade física e Reabilitação mas está inseguro(a).

👉 Não conhece nenhum profissional especialista na sua cidade. 

Tenho a solução para estes questionamento!!! 

Vou iniciar as quartas-feiras aulas online, abertas e gratuitas,  com transmissão pelo Zoom ( no Play Store baixe o aplicativo - https://play.google.com/store/apps/details?id=us.zoom.videomeetings)  às pessoas interessadas em melhorar das dores crônicas e dos sintomas da Fibromialgia, de forma segura com Exercícios Terapêuticos. 

Para receber semanalmente o link das aulas entre no Grupo de Recado - Exercício para Fibromialgia e Dor Crônica  https://linktr.ee/draandreiasalvador 


A Prof Dra Andréia Salvador - te espera  😉😉😉💃🕺



segunda-feira, 1 de março de 2021

Como fumar pode afetar Fibromialgia

Tabagismo O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. De acordo com a Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), o tabagismo integra o grupo de transtornos mentais e comportamentais em razão do uso de substância psicoativa.1 Ele também é considerado a maior causa evitável isolada de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo.²

Referências

1BRASIL. Décima Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças  e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10 - 1997). Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=060203 Acesso em: 01 abr. 2020.

2DROPE, J.; SCHLUGER, N.; CAHN, Z.; HAMILL, S.; ISLAMI, F.; LIBER, A.; NARGIS, N.; STOKLOSA, M. The Tobacco Atlas. Atlanta: American Cancer Society and Vital Strategies. 2018. Available at: https://files.tobaccoatlas.org/wp-content/uploads/2018/03/TobaccoAtlas_6.... Access in: 27 Fev. 2020.


Por

Dra. Dawn Marcus

Neurologista


Aproximadamente uma em cada quatro pessoas com fibromialgia fuma. O uso da nicotina muda uma série de substâncias químicas cerebrais importantes que afetam a dor, incluindo endorfinas, serotonina, norepinefrina e dopamina.

Essas mudanças induzidas pela nicotina nos produtos químicos do cérebro tornam você mais sensível à dor. Em um estudo interessante com 984 pessoas com fibromialgia na Mayo Clinic, a dor e a incapacidade foram significativamente piores entre os fumantes. Além disso, problemas com trabalho, sono, rigidez, ansiedade e depressão foram significativamente mais prejudicados entre os participantes que usavam tabaco. Um estudo coreano semelhante com 336 pessoas com fibromialgia encontrou uma ligação entre tabagismo e dor, deficiência funcional e humor. Embora fumar não cause fibromialgia, geralmente piora a gravidade das condições de dor crônica, incluindo a fibromialgia.

Fumar também pode diminuir a eficácia dos medicamentos para a dor:

Os fumantes usam mais analgésicos do que os não fumantes.

Ao tomar a mesma quantidade de analgésicos, as concentrações sanguíneas são mais baixas nos fumantes.

Os fumantes obtêm menos alívio da dor tomando analgésicos.

Fumar pode reduzir a eficácia dos antidepressivos. Os fumantes que tomam antidepressivos para tratar problemas de humor apresentam menos melhora, em comparação com os não fumantes que usam os mesmos medicamentos.


Fonte: https://www.sharecare.com/health/fibromyalgia-living/how-can-smoking-affect-fibromyalgia



Sugestão!

Procure o serviço de saúde da sua cidade para saber onde encontrar o tratamento contra o TABAGISMO.

Veja...

Tratamento do tabagismo

Última modificação: 09/12/2020 | 12h18

Rede de Tratamento do tabagismo no SUS


O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) é o órgão do Ministério da Saúde responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) e pela articulação da rede de tratamento do tabagismo no SUS, em parceria com estados e municípios e Distrito Federal. A rede foi organizada, seguindo a lógica de descentralização do SUS para que houvesse o gerenciamento regional do Programa tendo como premissa a intersetorialidade e a integralidade das ações. Cabe lembrar que desde 1989, o INCA desenvolve ações voltadas para o tratamento do tabagismo.

Atualmente, nos 26 estados da Federação e no Distrito Federal, as secretarias estaduais de saúde possuem coordenações do Programa de Controle do Tabagismo que, por sua vez, descentralizam as ações para seus respectivos municípios atuando de forma integrada.

Assim, o tratamento de tabagismo no Brasil é desenvolvido com base nas diretrizes do PNCT que está sob a coordenação e gerenciamento da Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco (Ditab), do INCA.

As ações educativas, legislativas e econômicas desenvolvidas no Brasil vêm gerando uma diminuição da aceitação social do tabagismo, fazendo com que um número cada vez maior de pessoas queira parar de fumar, evidenciando a importância de priorizar o tratamento do fumante como uma estratégia fundamental no controle do tabagismo.

Cabe destacar ainda que desde 2002, o Ministério da Saúde vem publicando e atualizando portarias que incluem o tratamento do tabagismo na rede SUS – tanto na atenção básica quanto na média e alta complexidade. Tais portarias definem formas de abordagem e tratamento do tabagismo, aprovam o plano para implantação, protocolo clínico e diretrizes terapêuticas, determinam a disponibilização pelo Ministério da Saúde aos municípios com unidades de saúde que realizam o tratamento para o tabagismo, dos materiais de apoio e medicamentos utilizados para esse fim, formas de adesão ao tratamento do tabagismo pelos municípios, além de definir o financiamento dos procedimentos a serem utilizados. [1] [2] [3].

É importante destacar que ao ingressar no programa de tratamento do tabagismo as gestões das diferentes instâncias assumem o compromisso de organização e implantação das ações para o cuidado da pessoa tabagista. O tratamento inclui avaliação clínica, abordagem mínima ou intensiva, individual ou em grupo e, se necessário, terapia medicamentosa juntamente com a abordagem intensiva.

O PCDT é um documento oficial do Sistema Único de Saúde (SUS) que estabelece os critérios para o diagnóstico do tabagismo, o tratamento, o uso de medicamentos e outros insumos apropriados, o acompanhamento e também trata dos resultados terapêuticos.
Cabe lembrar que com a publicação da Portaria nº 571/GM/MS de 05 de abril de 2013, foram revogadas a Portaria nº 1.035/GM/MS de 31 de maio de 2004 e a Portaria nº 442/SAS/MS de 13 de agosto de 2004 e seus anexos, cujas orientações foram posteriormente revalidadas pela Portaria nº 761/SAS/MS de 21 de junho de 2016 até que fosse aprovado e publicado o novo Protocolo Clínico com as adequações metodológicas orientadas pela Conitec. Portanto, o atual PCDT substitui as orientações técnicas do tratamento do tabagismo constantes no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas - Dependência à Nicotina - constantes do Anexo II da Portaria nº 442/SAS/MS de 13 de agosto de 2004.

É importante salientar que as orientações do PNCT estão de acordo com as principais diretrizes internacionais relacionadas ao tratamento do tabagismo. Dessa forma, o SUS oferece ao fumante brasileiro que deseje parar de fumar um tratamento adequado, com metodologia embasada em evidências científicas.

Por que as pessoas fumam?

A nicotina, presente em qualquer derivado do tabaco é considerada droga por possuir propriedades psicoativas, ou seja, ao ser inalada produz alteração no sistema nervoso central, trazendo modificação no estado emocional e comportamental do usuário que pode induzir ao abuso e dependência. O quadro de dependência resulta em tolerância, abstinência e comportamento compulsivo para consumir a droga, estabelecendo-se assim um padrão de auto-administração caracterizado pela necessidade tanto física quanto psicológica da substância, apesar do conhecimento de seus efeitos prejudiciais à saúde.

Muitos são os fatores que podem levar a pessoa a experimentar drogas, já que é histórica a tendência humana de buscar formas de alterar sua consciência de modo a produzir prazer e modificar seu humor. De maneira geral a possibilidade do encontro com a droga se dá na adolescência, fase caracterizada por muitas transformações físicas e emocionais , angústias e busca de respostas.

Dependendo da suscetibilidade individual, alguns fatores serão decisivos para estimular o indivíduo atender a essa tendência humana de buscar nas drogas o alívio para suas tensões, tais como a aceitação social de uma determinada substância, seu fácil acesso, uso da droga por pessoas que tenham papel de modelos de comportamento. Portanto, a sociedade pode contribuir de maneira significativa para que o uso seja estimulado, causando adoecimentos em larga escala.

No caso do tabagismo vale destacar o papel que a publicidade exerceu e exerce na adoção do consumo de derivados do tabaco, especialmente cigarro. A publicidade veiculada pelas indústrias aliou as demandas sociais e as fantasias dos diferentes grupos (adolescentes, jovens, mulheres, faixas economicamente mais pobres e com menor nível de escolaridade, entre outras.) ao uso do cigarro. A manipulação psicológica embutida na publicidade de cigarros procura criar a impressão, principalmente entre os adolescentes e jovens, de que o tabagismo é muito mais comum e socialmente aceito do que é na realidade. Para isso, utiliza a imagem de ídolos e modelos de comportamento de determinado público-alvo, portando cigarros ou fumando-os, ou seja, uma forma indireta de publicidade que ainda tem forte influência no comportamento tanto dos adolescentes e jovens quanto dos adultos. A publicidade direta era feita por veículos de comunicação de massa, por anúncios atraentes e bem produzidos, o que está proibido no Brasil desde 1996.

O reconhecimento do papel da publicidade na adesão de novos consumidores de tabaco, fez com que ações legislativas fossem instituídas a fim de desestimular a iniciação ao uso como a Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996 que em seu artigo 3º determina: "(...) é vedada, em todo o território nacional, a propaganda comercial de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, com exceção apenas da exposição dos referidos produtos nos locais de vendas, desde que acompanhada das cláusulas de advertência (Redação dada pela Lei nº 12.546, de 2011). Dessa forma, a propaganda comercial dos produtos referidos nesse artigo deverá ajustar-se às seguintes diretrizes: não sugerir o consumo exagerado ou irresponsável, nem a indução ao bem-estar ou saúde, ou fazer associação a celebrações cívicas ou religiosas; não induzir as pessoas ao consumo, atribuindo aos produtos propriedades calmantes ou estimulantes, que reduzam a fadiga ou a tensão, ou qualquer efeito similar; não associar ideias ou imagens de maior êxito na sexualidade das pessoas, insinuando o aumento de virilidade ou feminilidade de pessoas fumantes; não associar o uso do produto à prática de atividades esportivas, olímpicas ou não, nem sugerir ou induzir seu consumo em locais ou situações perigosas, abusivas ou ilegais; não empregar imperativos que induzam diretamente ao consumo; não incluir a participação de crianças ou adolescentes. [4]

Além disso, pais ou responsáveis, parentes, professores, ídolos e amigos também exercem uma grande influência. O consumo de tabaco pelos pais ou responsáveis e a atitude permissiva desses diante do uso por seus filhos promovem a aceitação social do tabaco entre as crianças, adolescentes e jovens e contribuem para incentivar o uso. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (2015), com relação ao consumo de cigarro e outros produtos de tabaco, entre os escolares de 13 a 17 anos de idade no Brasil, no que se refere à experimentação do cigarro houve um crescimento relativo de aproximadamente 53,0% entre as duas faixas etárias analisadas. No grupo etário de 13 a 15 anos a experimentação é de 19,0%, chegando a pouco mais de 29,0% entre os escolares na faixa etária de 16 a 17 anos. [5]

Outro fator que pode explicar o grande número de adolescentes fumantes é a venda ilegal de cigarros e outros produtos derivados do tabaco a menores de 18 anos. Dados da Vigilância do Tabagismo em Escolares (VIGESCOLA, 2002 - 2009) [6] informam que a maioria dos adolescentes que participou da pesquisa afirmou nunca ter sido impedida de comprar cigarros em lojas em função da idade. Além disso, quanto à forma de aquisição do cigarro (por unidade ou por maço), chama atenção a alta prevalência de adolescentes que compraram cigarro por varejo (unidade) de forma ilegal, em todas as cidades analisadas. Esses fatores podem estar contribuindo para a experimentação do cigarro e o início do fumo entre os adolescentes.

Os resultados das medidas de restrição à publicidade no controle do tabagismo em vários países mostram que esse é um instrumento legítimo e necessário para a redução do consumo, associado à medidas legislativas, econômicas e educativas, entre outras.

Quer parar de fumar?

Equivocadamente muitas pessoas acreditam que o tabagista é um “viciado", “sem força de vontade", “que não deixa de fumar porque não quer". Não é isso. Na verdade quem fuma sofre de dependência química, ou seja, é alguém que ao tentar deixar de fumar, se defronta com grandes desconfortos físicos e psicológicos que trazem sofrimento, e que pode impor a necessidade de várias tentativas até que finalmente consiga abandonar o tabaco. Entender o que acontece com o tabagista e suas tentativas de parar de fumar é fundamental para que se possa ter a real dimensão do problema. Portanto, se você quer parar de fumar comece escolhendo uma data para ser o seu primeiro dia sem cigarro. Este dia não precisa ser um dia de sofrimento. Faça dele uma ocasião especial e procure programar outra coisa que goste de fazer para se distrair e relaxar.

Quer parar de fumar? Saiba onde é oferecido tratamento no seu estado. Para informações mais detalhadas, favor consultar a coordenação de controle do tabagismo da sua secretaria estadual e/ou municipal de saúde.

Abordagem

Fumar é um comportamento extremamente reforçado diariamente. A abordagem tendo por base o modelo cognitivo comportamental é a técnica recomendada para o tratamento do tabagista.

Entre suas premissas está o entendimento de que o ato de fumar é um comportamento aprendido, desencadeado e mantido por determinadas situações e emoções, que leva a dependência devido às propriedades psicoativas da nicotina. O tratamento objetiva, portanto, a aprendizagem de um novo comportamento, através da promoção de mudanças nas crenças e desconstrução de vinculações comportamentais ao ato de fumar, combinando intervenções cognitivas com treinamento de habilidades comportamentais.

Apoio medicamentoso

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo, que é o de minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina, facilitando a abordagem intensiva do tabagista [7]. Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma boa abordagem. É fundamental que o tabagista se sinta mais confiante para exercitar e por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva [8][9][10][11].
Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na rede do SUS são os seguintes: terapia de reposição de nicotina (adesivo transdérmico e goma de mascar) e o cloridrato de bupropiona.

Abstinência

Considerada uma droga bastante danosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, heroína, álcool, com uma diferença: leva entre 7 a 19 segundos para chegar ao cérebro. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ser menores com o tempo.

Quando o fumante para de fumar, pode apresentar alguns sintomas desagradáveis, tais como: dor de cabeça, tonteira, irritabilidade, agressividade, alteração do sono, dificuldade de concentração, tosse, indisposição gástrica e outros. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência da nicotina, porém, não acontecem com todos os fumantes que param de fumar. Quando acontecem, tendem a desaparecer em uma a duas semanas (alguns casos podem chegar a 4 semanas).

Alguns dos sintomas, como dor de cabeça, tonteira e tosse são sinais do restabelecimento do organismo. O sintoma mais intenso, e mais difícil de se lidar, é a chamada “fissura" (grande vontade em fumar). É importante saber que a “fissura" geralmente não dura mais que 5 minutos, e tende a ficar mais tempo que os outros sintomas. Porém, ela vai reduzindo gradativamente a sua intensidade e aumentando o intervalo entre um episódio e outro.

Recaída

A recaída se caracteriza pelo retorno ao consumo de cigarros após parar de fumar. Na condição de tabagista o paciente vai ao longo de sua vida estabelecendo associações com seu cotidiano e o comportamento de fumar. Ao deixar de fumar e realizar determinadas ações que se tornaram condicionamentos, o desejo de fumar poderá surgir e a recaída ocorrer.

A manutenção de uma mudança pode exigir a construção de um conjunto de habilidades e estratégias diferentes daquelas que foram inicialmente necessárias para a obtenção da mudança. Se a recaída ocorrer não deve ser encarada como fracasso. Comece tudo novamente e procure ficar mais atento ao que fez você voltar a fumar. Dê-se várias chances até conseguir.

Aumento de peso

A preocupação com o ganho de peso é uma das maiores barreiras para que alguns fumantes tomem a decisão de parar de fumar, ou recaiam após terem parado de fumar. É importante entender que geralmente o ganho de peso após a cessação do tabagismo é temporário, sendo que na maioria dos casos, ocorre nos primeiros meses pós-cessação.

Portanto, se a fome aumentar, não se assuste, é normal um ganho de peso, pois seu paladar vai melhorando e o metabolismo se normalizando.

De qualquer forma, procure não comer mais do que o de costume. Evite doces e alimentos gordurosos. Mantenha uma dieta equilibrada com alimentos naturais e de baixa caloria, frutas, verduras e legumes. Faça atividade física, pois ajuda no controle do peso. Beba sempre muito líquido, de preferência água e sucos naturais. No início, evite café e bebidas alcoólicas, pois eles estimulam a vontade de fumar.

Benefícios

Parar de fumar sempre vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro, tais como câncer, enfisema ou derrame. A qualidade de vida melhora muito ao parar de fumar. Veja o que acontece se você parar de fumar agora:

• Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
• Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.
• Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
• Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.
• Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.
• Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
• Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.
• Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

Quanto mais cedo você parar de fumar menor o risco de adoecer.

 Os materiais do tratamento do tabagismo estão disponíveis junto com as demais publicações neste Portal.

 

Referências

1 - BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer, Coordenação de Prevenção e Vigilância, Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer, 2005 – Deixando de Fumar sem Mistérios – Manual do Coordenador, Rio de Janeiro.

2- FIORE, MC, JAÉN, CR, BAKER, TB, et al, 2008. Treating Tobacco Use and Dependence. Clinical Practice Guideline. U. S. Department off Health and Humans Services, Public Health Service. Update.

3 - BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Ciência e Tecnologia. Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde – BRATS, ano V, n. 12, 2010.

4 - BRASIL. Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996. Dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4° do art. 220 da Constituição Federal. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9294.htm Acesso em: 16 jul. 2018.

5 - BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Coordenação de Indicadores Sociais. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar: 2015. Rio de Janeiro: IBGE, 2016.

6 - PAIVA, F.S e RONZANI, T.M. Estilos parentais e consumo de drogas entre adolescentes: revisão sistemática. Psicologia em estudo, Maringá, v. 14, n.1, p.177-183, jan/mar. 2009.

7 - BRASIL. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. VIGESCOLA. Vigilância de Tabagismo em Escolares. Realizado no Brasil, entre 2002 e 2009. Rio de Janeiro: INCA, 2011.

8 - BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS/Nº 1.575 de 29 de agosto de 2002. Diário Oficial da União de 03 de setembro de 2002, Brasília, Distrito Federal.

9 - BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS/Nº 1.035 de 31 de maio de 2004. Diário Oficial da União de 01 de junho de 2004, Brasília, Distrito Federal.

10 - BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Portaria MS/SAS/Nº 442 de 13 de agosto de 2004. Diário Oficial da União de 16 de agosto de 2004, Brasília, Distrito Federal.

11 - BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS Nº 571 de 05 de abril de 2013. Diário Oficial da União de 08 de abril de 2013, p. 56 e 57. Brasília, Distrito Federal.

12 - BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer, Coordenação de Prevenção e Vigilância. Consenso sobre Abordagem e Tratamento do Fumante, Rio de Janeiro, 2001.


Fonte: https://www.inca.gov.br/programa-nacional-de-controle-do-tabagismo/tratamento



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

EXERCÍCIOS FÍSICOS: Dói? Por quê?

 Mais dicas importantes da Profa. Dra. Andreia Salvador -   Fisioterapeuta, Profissional Voluntária na ABRAFIBRO - @dancafibromialgia (Instagram)

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Garantia para novos atendimentos preferenciais - Brasília/DF

 

Resultado de imagem para fila para atendimento 

imagem do site http://www.gestaodeatendimento.com.br/estrategias-para-reduzir-as-filas/

 

Lei sancionada pelo govenador Ibaneis prevê prioridade para pacientes em hemodiálise, com fibromialgia e portadoras de neoplasia maligna

Além das prioridades para pessoas com deficiência, idosos com mais de 60 anos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e pessoas com obesidade grave ou mórbida, estabelecimentos comerciais, de serviços e instituições financeiras do Distrito Federal também terão que dar preferência no atendimento a pessoas que se submetem a hemodiálise, pessoas com fibromialgia e pessoas portadoras de neoplasia maligna. É o que garante a Lei nº 6.801, sancionada pelo governador Ibaneis Rocha na última semana.

 

O projeto é de autoria do deputado distrital Martins Machado e altera o artigo 1º da lei nº 4.027, de 2007, legislação distrital que dispõe sobre a prioridade de atendimentos. De acordo com especialistas, a nova jurisprudência vem para facilitar a vida das pessoas que sofrem com essas comorbidades, visto que são doenças que acabam por debilitar muito o corpo humano.

“O paciente renal crônico em diálise já é uma pessoa hipertensa, diabética, coronariopata e, por causa disso, é debilitada. A doença renal pode desenvolver situações secundárias, como anemia e doença mineral óssea, e os pacientes também sofrem muitas repercussões no corpo após uma sessão de diálise, e tem que fazer isso três ou seis vezes por semana. Essa lei facilita a vida dessas pessoas, fazem-nas sofrer menos”, explica a médica nefrologista Lizandra Carvalho, servidora da Secretaria de Saúde.

 

A fibromialgia é uma doença reumatológica que causa dor crônica de difícil tratamento. Os episódios podem ser influenciados por diversas situações, e quando o paciente está em crise de dor, não consegue realizar atividades cotidianas. Já a neoplasia maligna são os cânceres, que por si só já são doenças debilitantes, e que tem um tratamento tão extenuante quanto.

 

texto original https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2021/02/07/lei-da-fila-amplia-direitos-de-preferencia/

 

 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Maranhão desponta mais uma vez em prol dos Fibromiálgicos.



 Em excelente reunião com o Deputado Estadual Dr. Yglesio Moyses Silva de Souza e com sua Assessoria na Assemblėia Legislativa do Estado do Maranhão foram discutidas diversas ações e sobre como a tramitação dos Projetos de Lei. São eles: 


- PLO n° 226/2020 - que Altera a Lei Ordinária n°9.114 de 11/01/2010 - que "Concede passagem intermunicipal gratuita aos portadores de fibromialgia, câncer,  AIDS, doenças renais e cardíacas CRÔNICAS  no Estado do Maranhão, quando inviabilizado atendimento pela rede pública, no município de origem".

• Parecer favorável  da Comissão de Constituição e Justiça em 23/09/20. Aguardando tramitação. 


- PLO n° 16/2020 - RECONHECE OS PORTADORES DE FIBROMIALGIA COMO PESSOAS COM DEFICIÊNCIA  NO ÂMBITO  DO ESTADO DO MARANHÃO. Apresentada em 07/02/2020.

• Parecer favorável n° 591/2020 da Comissão de Constituição e Justiça em 02/12/2020. Aguardando tramitação. 


- Ações de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia, no dia 12 de maio deste ano. E também o possível agendamento de Audiência Pública, para tratar dos Pls em tramitação.

Deste último item, novos diálogos serão feitos em março. Estamos aguardando então, estas discussões e respostas para sabermos como ficará o panorama, neste momento de pandemia do Covid-19.

Sempre muito receptivo com a Abrafibro e, muito envolvido com a causa dos fibromiálgicos ainda que, as atividades estejam paralisadas na Assembleia Legislativa, o Deputado segue cumprindo seu dever de atender a sociedade maranhense.

Nossa mais sincera Gratidão pelo trabalho e empenho envolvidos.

Juntos somos mais fortes.



terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Fibromialgia

Este artigo refere-se a um estudo com bases internacionais.

Vejamos se fazemos parte dele...

Critérios de diagnóstico atuais 
24 de janeiro de 21

Fibromialgia

A dor crônica continua sendo o principal sintoma associado a 2 sintomas principais, fadiga e distúrbios do sono


Texto principal
Introdução

A fibromialgia (FM) é um distúrbio de dor crônica comum, de difícil diagnóstico. Durante anos, vários critérios de classificação, diagnóstico e rastreamento foram surgindo, mas ainda estão em desenvolvimento, à luz dos avanços científicos.

Nos EUA, a Analgesic, Anesthetic, and Addiction Clinical Trial Translations Opportunities and Networks (ACTTION), juntamente com a FDA e a American Pain Society (ACTTION-APS), iniciaram a Taxonomia da Dor (AAPT) para desenvolver um sistema diagnóstico que é clinicamente útil e consistente em distúrbios de dor crônica.

A AAPT formou um Grupo de Trabalho Internacional para o estudo da FM, a fim de estabelecer os critérios diagnósticos básicos e aplicar a estrutura diagnóstica multidimensional adotada pela AAPT para a FM.

Dimensão 1

> Critérios básicos de diagnóstico

Desde 2011, os critérios de classificação do US College of Rheumathology (ACR) consideram apenas a dor crônica generalizada (por exemplo, dor no corpo esquerdo ou direito, acima ou abaixo da cintura, dor esquelética axial [coluna cervical ou torácica ou tórax ou parte inferior das costas]) e sensibilidade (por exemplo, sensibilidade de ≥11 dos 18 pontos sensíveis específicos no corpo).

Posteriormente, a definição de FM passou de ser considerada um transtorno de dor predominantemente crônica para um transtorno de múltiplos sintomas, eliminando o exame de sensibilidade específica como requisito para o diagnóstico. Mas, essa definição afasta um pouco a dor crônica.

Os critérios de 2011 não consideram a distribuição espacial dos locais dolorosos, enquanto os publicados em 2016 exigem que os pacientes mostrem dor em 4 de 5 regiões, denominada "dor generalizada" para distingui-la da definição de 1990 de "dor generalizada". Embora existam diferentes definições de dor generalizada e sintomas associados, a maioria dos critérios de FM acima parece identificar um grupo semelhante de pacientes.

Com base na revisão dos critérios existentes, o consenso do Grupo de Trabalho de FM concentrou-se em projetar os critérios diagnósticos centrais (dimensão 1) que refletissem o conhecimento atual da FM e a prática a serem usados ​​por médicos e profissionais de saúde. Por pesquisadores em clínica ensaios.

A estrutura de diagnóstico multidimensional do AAPT permitiu ao Grupo identificar os principais sintomas da FM e incluir outros sintomas e sinais associados na dimensão 2. Os membros do grupo concordaram que a dimensão 1 incluiria apenas um conjunto básico de sintomas diagnósticos e que sinais como pontuais a dor seria relegada para a dimensão 2.

> Definição de dor FM na dimensão 1

Concordou-se que a dimensão 1 deve identificar a FM como um transtorno de dor predominantemente crônica. Após a análise de muitos e diversos estudos, os autores argumentam que a classificação da dor simplesmente pelo número de locais autorreferidos distribuídos por todo o corpo, incluindo os locais das articulações, é suficiente para definir a dor na FM. O número de locais de dor necessários para definir FM foi ≥8.

> Sintomas não dolorosos de FM na dimensão 1

O Grupo de Trabalho FM propôs reduzir os sintomas não dolorosos para incluí-los na dimensão 1, como critérios diagnósticos básicos, a fim de reduzir a complexidade do diagnóstico e facilitar o uso dos critérios de FM na prática. Este grupo identificou fadiga e problemas de sono como 2 sintomas principais associados à dor, por várias razões:

1. Primeiro, esses sintomas, junto com a dor crônica, ocorrem na maioria dos pacientes com FM.

2.  Em segundo lugar, dor, distúrbios do sono e fadiga foram identificados como sintomas centrais da FM.

Outros sinais e sintomas não dolorosos incluídos na dimensão 2 são reconhecidos e podem ser considerados na avaliação do paciente, mas ainda não foi estabelecido se a presença ou gravidade da fadiga é suficiente para estabelecer um critério diagnóstico central básico para FM.

> Número de locais de dor

Com base na análise dos dados populacionais e no consenso do Grupo de Trabalho FM, os critérios propostos para FM na Dimensão 1 exigem que, dos 35 pontos listados no fantoma corporal (usado para identificar pontos doloridos), os ≥11 locais de dor. Mas, considerando que tal manequim é inviável para a maioria dos médicos e pesquisadores, reduziu-se o número de locais possíveis, que, por sua vez, foram agrupados, mantendo separadas as principais áreas do corpo, como braços e pernas. Isso gerou um novo fantoma de corpo com apenas 9 sítios definidos, que finalmente, após a análise de outros estudos, ficou em um fantoma com 5 e 6 sítios, dependendo do estudo utilizado.

> Duração dos sintomas e presença de outros transtornos na dimensão 1

Ao considerar a duração dos sintomas necessários para o diagnóstico da FM, a duração de 3 meses foi aprovada por consenso, pois reflete melhor a cronicidade da FM. Também foi aceito que a presença de outros transtornos ou sintomas de dor relacionados não exclui o diagnóstico de FM, de acordo com os critérios do ACR de 1990-193. No entanto, conforme declarado nos critérios de Bennett et al, uma avaliação cuidadosa é recomendada para identificar quaisquer condições que possam explicar completamente os sintomas do paciente e / ou contribuir para a gravidade dos sintomas.

Critérios de diagnóstico de AAPT para fibromialgia

Dimensão 1: critérios diagnósticos básicos

1. Dor em vários locais, definida como ≥6 locais de dor de um total de 9 locais possíveis (ver figura)

2. Problemas de sono moderados a graves ou fadiga

3. Dor em vários locais mais fadiga ou problemas de sono de pelo menos 3 meses de idade

NOTA ! A presença de outro distúrbio álgico ou sintomas relacionados não exclui o diagnóstico de FM. No entanto, uma avaliação clínica é recomendada para avaliar quaisquer condições que possam levar em consideração os sintomas do paciente ou contribuir para a gravidade do sintoma.


Número de áreas doloridas do corpo. Os pacientes são solicitados a verificar as áreas em que sentem dor nas 2 visualizações dos manequins (ignorando as áreas previamente sombreadas). Como alternativa, os pacientes podem usar a Lista de verificação do local do corpo. O número de locais separados é somado a partir de um máximo de 9 locais para corpos.
 
Diagnóstico diferencial

Esses novos critérios para FM recomendam que os médicos façam a triagem de outros distúrbios para iniciar os tratamentos apropriados.

Isso pode ser desafiador na prática clínica porque os distúrbios comórbidos, como outros distúrbios de dor crônica, são comuns em pacientes com FM. Vários distúrbios podem mimetizar a FM, como hipotireoidismo e doenças reumáticas inflamatórias.

Por outro lado, alguns medicamentos podem contribuir para a dor, como estatinas, inibidores da aromatase, bifosfonatos e opioides (hiperalgesia induzida por opioides). No entanto, essas condições e muitas outras (artrite reumatóide, osteoartrite, lúpus eritematoso sistêmico, estenose espinhal, neuropatias, síndrome de Ehlers Danlos; distúrbios do sono, como apneia do sono e distúrbios de humor e ansiedade) também coexistem em pacientes com FM.

O médico deve determinar a possível contribuição de vários distúrbios, o que não exclui necessariamente o diagnóstico de FM, e todos os distúrbios necessitarão de atenção clínica, com estudos correspondentes. Em geral, o diagnóstico de FM não requer testes laboratoriais extensivos.

Dimensão 2

> Recursos comuns

Existem características que não estão incluídas na dimensão 1, mas que podem ser utilizadas para auxiliar no diagnóstico da FM: a) a sensibilidade generalizada dos tecidos e músculos à pressão que normalmente não causa dor; trata-se de uma reclamação universal e, nos critérios do ACR de 1990, foram codificados como "tender points". Embora a avaliação do tender point tenha sido removida dos critérios mais recentes, ela ainda está em uso.

Um exame dos pontos dolorosos, seja como parte dos critérios ACR acima ou como uma versão abreviada, pode fornecer informações valiosas ao médico sobre o estado geral do paciente e apoiar o diagnóstico de FM; b) o reconhecimento (por exemplo, dificuldade de concentração, esquecimento e pensamento desorganizado ou lento) é cada vez mais reconhecido como uma característica importante da FM, com disfunção na memória de trabalho e funções executivas. Questionários autorrelatados são úteis para exame em pacientes com FM. Para delinear a extensão da disfunção cognitiva, testes neuropsicológicos podem ser necessários.

Nas imagens funcionais de ressonância magnética, os pacientes com FM apresentam menor ativação nas redes de inibição e atenção e maior ativação em outras áreas. Como a inibição e a percepção da dor podem usar redes sobrepostas, os recursos usados ​​para o processamento da dor podem não estar disponíveis para outros processos.

Todos os pacientes com FM apresentam diferentes graus de rigidez musculoesquelética , mas essa rigidez é difícil de distinguir da rigidez de condições como artrite reumatoide, polimialgia reumática e espondilite anquilosante.

A rigidez da FM geralmente piora pela manhã e melhora durante o dia, mas, ao contrário daquela associada a outras doenças, não responde aos corticosteroides. Uma queixa comum dos pacientes com FM é a sensibilidade aos estímulos ambientais (intolerância a luzes fortes, ruídos altos, perfumes, frio). Este é provavelmente um reflexo de sensibilização central.

 
Sintomas e sinais diferenciadores do distúrbio médico

 >  Reumatológico

 • Artrite reumatoide: dor predominante nas articulações, inchaço nas articulações, rigidez matinal> 1 hora

 • Lúpus eritematoso sistêmico: doença multissistêmica, dor nas articulações / músculos, erupção cutânea, fotossensibilidade, febre

 • Osteoartrite poliarticular: rigidez articular, crepitação

 • Polimialgia reumática: dor, fraqueza, rigidez na cintura proximal do ombro e quadril, comum em idosos

 • Polimiosite ou outras miopatias: músculos proximais e fraqueza

 • Espondiloartropatia: dor na coluna cervical, parede torácica média e anterior ou regiões lombares, mobilidade da coluna limitada pela dor e rigidez

 • Osteomalacia: dor óssea difusa, fraturas, miopatia proximal com fraqueza muscular

 >  Neurológico

 • Neuropatia; dor aguda ou ardente, formigamento, dormência, fraqueza

 • Esclerose múltipla: distúrbios visuais, dormência ascendente na perna ou faixa e tronco, disartria

 >  Infeccioso

 • Doença de Lyme: erupção cutânea, artrite ou artralgia, em áreas endêmicas

 • Hepatite: dor no quadrante superior direito, náuseas, hiporexia

 >  Endócrino

 • Hiperparatireoidismo: aumento da sede e micção, cálculos renais, náuseas / vômitos, hiporexia, enfraquecimento dos ossos, constipação

 • Síndrome de Cushing: hipertensão, diabetes, hirsutismo, fácies lunar, ganho de peso

 • Doença de Addison: hipotensão postural, náuseas, vômitos, pigmentação da pele, perda de peso

 • Hipotireoidismo: intolerância ao frio, desaceleração mental, constipação, ganho de peso, queda de cabelo

 
epidemiologia

A prevalência da FM varia de 5 a 12%, dependendo da amostra populacional e do método de verificação; predomina nas mulheres e aumenta com a idade, mas diminui após os 80 anos. Começa entre os 30 e 50 anos, mas também ocorre em crianças e adolescentes, nos quais existe uma deterioração significativa da função física. Os sintomas juvenis persistem na idade adulta.

Dimensão 3

> Comorbidades médicas e psiquiátricas comuns

A FM está associada a muitas comorbidades que podem ser categorizadas como outros distúrbios de dor somática, condições psiquiátricas, distúrbios do sono, doenças reumáticas e outras condições.

Acredita-se que muitas dessas associações resultem de sensibilização central , mas isso não pode explicar todas as associações. síndrome da fadiga crônica é uma condição que tem considerável sobreposição com a FM; o predomínio da dor identifica FM.

Dentre as condições álgicas somáticas associadas à FM, as mais reconhecidas são a síndrome do intestino irritável, dor pélvica crônica e cistite intersticial, doenças crônicas de cabeça e orofaciais, como disfunção temporomandibular, sintomas otológicos, cefaleias crônicas e enxaqueca.

As condições psiquiátricas associadas à FM são transtorno de humor maior (por exemplo, transtorno depressivo maior e transtorno bipolar), transtornos de ansiedade (por exemplo, ansiedade generalizada, pânico, transtornos de estresse pós-traumático; fobia social e transtorno obsessivo-compulsivo) e transtorno de uso de substâncias.

Os distúrbios do sono que podem ocorrer concomitantemente com a FM (apneia obstrutiva e sono central, síndrome das pernas inquietas), várias condições reumáticas, tanto inflamatórias quanto degenerativas, podem atuar como geradores de dor periférica associada à fibromialgia, incluindo doenças reumáticas inflamatórias, como as reumatóides artrite, lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia, síndrome de Sjögren e outros, e osteoartrite.

hipermobilidade articular e a síndrome da hipermobilidade articular, Ehlers Danlos podem predispor a dor recorrente seguida de FM. A associação com rinite e urticária é especialmente interessante, pois expressa um perfil genético comum. A obesidade é comum em pacientes com FM e está associada a dor mais intensa, sono mais pobre e diminuição da força física e flexibilidade.

Dimensão 4

> Consequências neurobiológicas, psicossociais e funcionais

Resultado geral, incluindo custo de FM

Os sintomas de FM geralmente persistem com o tempo. Muitos pacientes podem identificar estratégias que os ajudam a moderar os sintomas. De todos os sintomas persistentes, o mais comum é o distúrbio do sono. Em um estudo, os custos de saúde de pacientes com FM foram 3 vezes maiores do que os dos controles.

Morbidade e mortalidade

Em homens europeus mais velhos, a dor crônica generalizada foi associada com cognição mais lenta e maior fragilidade, e um risco 1,25 vezes maior de derrame na FM em comparação com os controles, e um risco 2,3 vezes maior em meninos mais velhos.

Os relatórios iniciais sugeriram que a FM e a dor crônica generalizada estavam associados a uma mortalidade mais elevada, incluindo câncer e doenças cardiovasculares.

Embora tenha havido variabilidade entre os estudos realizados, o maior estudo a examiná-lo (UK Biobank), combinado em uma meta-análise, confirmou que os pacientes com coloração crônica estendida correm um risco significativo de morte em excesso. Como esperado, a ideação suicida esperada e o risco de suicídio foram principalmente associados à depressão e à saúde mental geral, e foram muito maiores em pacientes com FM do que naqueles com dor lombar e controles.

Dimensão 5

> Mecanismos psicossociais e neurobiológicos putativos; fatores de risco e fatores de proteção

Fatores de risco e comorbidades

Pessoas que desenvolvem FM quase sempre têm uma história de dor crônica em várias regiões do corpo e sintomas do sistema nervoso central (fadiga, sono, memória e distúrbios do humor).

Freqüentemente, os indivíduos que eventualmente desenvolvem FM começaram seus sintomas na infância ou adolescência e são mais propensos a sentir dor de cabeça, dismenorréia, distúrbio da articulação temporomandibular, fadiga crônica, síndrome do intestino irritável, distúrbios gastrointestinais funcionais, cistite / síndrome intersticial. De bexiga dolorida, endometriose e outras síndromes dolorosas regionais (especialmente dores nas costas e pescoço).

Condições psicopatológicas também são observadas, especialmente depressão e ansiedade, e existem vários tipos de estressores: eventos adversos ao longo da vida, doenças médicas (incluindo infecções), trauma e estressores psicossociais.

Fisiopatologia

Entre os fatores envolvidos na fisiopatologia da FM, foram propostas alterações genéticas que influenciam a via da serotonina, dopamina e catecolaminas. Acredita-se que a marca fisiológica da FM, centralização da dor ou sensibilização central, seja um aumento no processamento da dor central.

Estudos experimentais identificaram múltiplos mecanismos potenciais que podem ser responsáveis ​​pela amplificação da dor na FM, incluindo uma diminuição na atividade das vias analgésicas descendentes, um aumento nas vias facilitadoras da dor e um aumento difuso no processamento da dor. não apenas dor).

Acredita-se que a FM e as síndromes relacionadas podem representar a amplificação de todos os estímulos sensoriais na ínsula, que é a região que apresenta consistentemente a maior atividade na ressonância magnética funcional, uma vez que essa região é crítica na avaliação sensorial. As regiões "mediais" e pré-frontais do cérebro estão envolvidas com os aspectos afetivos ou motivacionais do processamento da dor na FM.

Discussão

Para os novos critérios diagnósticos, a FM é definida como um transtorno de sintomas múltiplos e, segundo os autores, as tentativas de definir critérios mostram que não existe um padrão ouro para o diagnóstico da FM. Até que a fisiopatologia seja melhor compreendida e os biomarcadores sejam identificados, o diagnóstico é baseado no relato do paciente e na avaliação clínica.

Embora os critérios publicados até o momento pareçam identificar um grupo semelhante de pacientes, o objetivo do Grupo de Trabalho FM era facilitar o diagnóstico de FM ao clínico, ao mesmo tempo que era útil para os pesquisadores e permitia os principais sintomas da doença a ser capturada.

A taxonomia AAPT oferece uma nova abordagem, definindo os critérios básicos e incluindo outros sintomas e sinais associados, comorbidades e o impacto na função em outras dimensões. Essa taxonomia permite que o clínico e o pesquisador se concentrem em um número limitado de sintomas básicos para o diagnóstico, permitindo que todos os outros sintomas e sinais associados sejam incluídos na dimensão 2 para apoiar o diagnóstico de FM.

Após a análise de diversos estudos populacionais, o FM Working Group estabeleceu, por consenso, critérios para avaliar as definições de dor generalizada e determinar a melhor combinação de dor e sintomas, para melhor identificar os pacientes com FM. Para fazer isso, ele desenvolveu novos critérios para FM na dimensão 1.

O Grupo determinou que a dor é o sintoma central da FM e todos os pacientes devem atender a este critério. Com base nos resultados da análise de dados de vários estudos populacionais e outros, eles diminuíram o número de pontos de dor necessários, independentemente de sua distribuição anatômica (ao invés dos critérios generalizados de dor).

Embora a dor seja o principal sintoma da FM, outros sintomas relatados pelo paciente são clinicamente significativos e às vezes mais incapacitantes do que a própria dor.

Os novos critérios diagnósticos para AAPT incluem 2 outros sintomas, fadiga e problemas de sono, que são os mais comumente relatados por pacientes com FM. Isso simplificou os critérios, de modo que o escore de sintomas associado teve que ser usado. Os problemas identificados por pacientes com FM incluem: dificuldade em adormecer e permanecer dormindo e sono não restaurador.

 Para chegar ao diagnóstico, por consenso, o Grupo de Trabalho enfocou pelo menos 6 dos 9 locais de dor, combinados com fadiga ou distúrbios do sono. O principal objetivo do AAPT era desenvolver as dimensões do AAPT para FM. No processo, o Grupo elaborou novos critérios básicos para o diagnóstico da FM, apoiado pela análise de dados de um estudo post hoc de larga escala de base populacional. O uso de um fantasma corporal tornou-se uma forma padrão de coleta de informações dos locais de dor sofridos pelo sujeito, e se mostrou válido e confiável.

Embora os diferentes estudos analisados ​​tenham limitações, a análise dos dados mostrou que as características da FM podem ser definidas de múltiplas formas.

O consenso do Grupo de Trabalho AAPT foi simplificar os critérios diagnósticos para facilitar a identificação da FM na prática clínica e para fins de pesquisa.

Os autores concluem que a dor crônica continua a ser o principal sintoma da FM associada a 2 sintomas principais, fadiga e distúrbios do sono, e que sua presença apóia o diagnóstico de FM. Ao mesmo tempo, será útil em todos os contextos clínicos, incluindo cuidados primários, secundários e terciários, mas também requerem um estudo mais aprofundado.

A análise taxonômica do AAPT é multidimensional, tornando-o único em comparação com outros critérios diagnósticos existentes e em desenvolvimento. Mais estudos e revisões das dimensões são necessários para avaliar a prevalência de FM usando a nova definição.

Comentário sumário e objetivo: Dra. Marta Papponetti

FONTE: