Seja Bem Vindo ao Universo do Fibromiálgico

A Abrafibro - Assoc Bras dos Fibromiálgicos traz para você, seus familiares, amigos, simpatizantes e estudantes uma vasta lista de assuntos, todos voltados à Fibromialgia e aos Fibromiálgicos.
A educação sobre a Fibromialgia é parte integrante do tratamento multidisciplinar e interdisciplinar ao paciente. Mas deve se estender aos familiares e amigos.
Conhecendo e desmistificando a Fibromialgia, todos deixarão de lado preconceitos, conceitos errôneos, para darem lugar a ações mais assertivas em diversos aspectos, como:
tratamento, mudança de hábitos, a compreensão de seu próprio corpo. Isso permitirá o gerenciamento dos sintomas, para que não se tornem de difícil do controle.
A Fibromialgia é uma síndrome, é real e uma incógnita para a medicina.
Pelo complexo fato de ser uma síndrome, que engloba uma série de sintomas e outras doenças - comorbidades - dificulta e muito os estudos e o próprio avanço das pesquisas.
Porém, cientistas do mundo inteiro se dedicam ao seu estudo, para melhorar a qualidade de vida daqueles por ela atingidos.
Existem diversos níveis de comprometimento dentro da própria doença. Alguns pacientes são mais refratários que outros, ou seja, seu organismo não reage da mesma forma que a maioria aos tratamentos convencionais.
Sim, atualmente compreendem que a síndrome é "na cabeça", e não "da cabeça". Esta conclusão foi detalhada em exames de imagens, Ressonância Magnética Funcional, que é capaz de mostrar as zonas ativadas do cérebro do paciente fibromiálgico quando estimulado à dor. É muito maior o campo ativado, em comparação ao mesmo estímulo dado a um paciente que não é fibromiálgico. Seu campo é muito menor.
Assim, o estímulo dispara zonas muito maiores no cérebro, é capaz de gerar sensações ainda mais potencialmente dolorosas, entre outros sintomas (vide imagem no alto da página).
Por que isso acontece? Como isso acontece? Como definir a causa? Como interromper este efeito? Como lidar com estes estranhos sintomas? Por que na tenra infância ou adolescência isso pode acontecer? Por que a grande maioria dos fibromiálgicos são mulheres? Por que só uma minoria de homens desenvolvem a síndrome?
Estas e tantas outras questões ainda não possuem respostas. Os tratamentos atuais englobam antidepressivos, potentes analgésicos, fisioterapia, psicoterapia, psiquiatria, e essencialmente (exceto com proibição por ordem médica) a Atividade Física.
Esta é a parte que têm menor adesão pelos pacientes.
É dolorosa no início, é desconfortante, é preciso muito empenho, é preciso acreditar que a fase aguda da dor vai passar, trazendo alívio. Todo paciente precisa de orientação médica e/ou do profissional, que no caso é o Educador Físico. Eles poderão determinar tempo de atividade diária, o que melhor se adequa a sua condição, corrige erros comuns durante a atividade, e não deixar que o paciente force além de seu próprio limite... Tudo é comandado de forma progressiva. Mas é preciso empenho, determinação e adesão.

TRADUTOR

terça-feira, 26 de junho de 2012

Saiba como lidar com a depressão

A depressão é um transtorno de humor que drena a sua energia, esperança e ânimo, tornando-se difícil fazer o que você precisa para se sentir melhor. Ainda que ultrapassar a depressão não seja uma tarefa fácil e muito menos rápida, está longe de ser impossível. Ainda que a sua força de vontade jogue um papel fundamental para a sua melhoria, se a sua depressão for severa ou já durar à mais de dois meses, provavelmente necessita de uma abordagem estruturada e de alguma forma de ajuda. Tal como já referi no artigo: O que é a depressão: sintomas, causas e tratamento, você pode fazer uma enorme diferença na recuperação da sua depressão, com mudanças de estilo de vida simples: fazendo exercícios diariamente, evitando a necessidade de se isolar, desafiando as vozes negativas na sua cabeça, comer alimentos saudáveis, e encontrar tempo para descansar e relaxar.

Sentir-se melhor leva tempo, mas você pode chegar lá se fizer escolhas positivas para si mesmo todos os dias e contar com o apoio dos outros. Na verdade, a depressão não é uma doença, como é por exemplo a diabetes, encare a sua depressão como um estado deprimido que pode ser alterado através de um conjunto de estratégias e ferramentas que deve aplicar no seu dia-a-dia.

O CAMINHO PARA A RECUPERAÇÃO DA DEPRESSÃO

Para recuperar da depressão aplicando as ferramentas que incluo nos programas de tratamento da depressão através da Terapia Cognitivo-comportamental com base na Mindfulness e Aceitação, você deve fazer uma Ativação Comportamental, que não é mais do que passar à acção. No entanto agir, voltar a fazer um conjunto de coisas que provavelmente deixou de fazer e que lhe parecem agora um tormento, é exigente. É exigente porque a pessoa no estado deprimido encontra-se com a vontade paralisada, iniciar uma acção mais parece um trabalho de hércules. Na verdade, só de pensar as coisas que você deve fazer para se sentir melhor, como ir fazer uma caminhada ou gastar tempo com os amigos, pode ser desgastante. É o paradoxo da recuperação da depressão. As coisas que mais ajudam, são as coisas que são mais difíceis de fazer. Mas há uma diferença entre difícil e impossível. Não perca a esperança, a recuperação é possível quando abordada com estratégia e conhecimento.

Comece aos poucos e mantenha-se focado na estratégia

A chave para a recuperação da depressão é começar com algumas metas pequenas e lentamente construir o seu programa a partir daí. Comece com os recursos que tiver à sua disposição. Você pode não ter muita energia, mas provavelmente você tem o suficiente para fazer uma pequena caminhada à volta do seu prédio ou pegar o telefone para falar com um amigo. Escolha alguém de confiança que conviva diariamente consigo. Peca-lhe para o convidar a sair de vez em quando, peca-lhe que lhe pergunte se tem caminhado, se tem ido às compras, se tem lido o jornal. Essa pessoa pode funcionar para si como um “auxílio” de monitorização.

No inicio não exija demasiado de si, possivelmente não fará tudo aquilo a que se propõe, não tem problema, mantenha-se firme, leve as coisas um dia de cada vez e recompense-se por cada realização bem sucedida. Os passos podem parecer pequenos, mas eles vão permitindo implementar alguma dinâmica. Aos poucos por cada acção concretizada e energia gasta (aquela que parece não ter) irá aumentar o seu ânimo, você pouco a pouco irá sentir os seus níveis de energia aumentarem.

PASSOS PARA A ACÇÃO Nº1: CONSTRUA RELAÇÕES DE SUPORTE

Obter o apoio que você necessita desempenha um grande papel no alívio da depressão. Tentar recuperar da depressão por si mesmo pode transformar-se num fardo pesado, pode ser difícil manter a perspectiva e sustentar o esforço necessário para vencer a depressão. Mas a própria natureza da depressão torna difícil à pessoa que sofre ter a clareza de pensamento necessária para pedir ajuda. Desta forma, alerto para o facto de tentar desafiar esse sentimento de isolamento, o isolamento e a solidão são sintomas da própria depressão. Se tiver este tipo de pensamento, desafie-o, é importante para si promover os relacionamentos íntimos e as atividades sociais. O pensamento de ter que se relacionar com os familiares mais próximos e amigos pode parecer esmagador. Você pode sentir-se envergonhado, exausto demais para falar, ou culpado por negligenciar o relacionamento. Lembre-se que isto é a depressão a falar. As pessoas que gostam de si preocupam-se consigo e querem ajudá-lo.

Proponha-se a fazer o seguinte:

  • Ligue para os amigos e membros de confiança da sua família. Compartilhe o que você está passando com as pessoas que você ama e confia. Peça ajuda e o apoio de que necessita. Você pode ter abandonado e desinvestido dos seus relacionamentos mais próximos, mas essas são as pessoas que o podem ajudar a ultrapassar o problema da depressão.
  • Tente envolver-se em atividades sociais, mesmo que você não sinta impulso para isso.Quando você está deprimido, sente-se mais confortável ficando sem fazer nada, recolhendo-se para dentro de si mesmo. Mas, com o passar do tempo, estar perto de outras pessoas fará você sentir-se menos deprimido.
  • Se possível junte-se a um grupo de apoio para a depressão. Estar com outras pessoa que estão lidando com a depressão pode ser uma forma eficaz de reduzir a sua sensação de isolamento. Você também pode incentivar os outros, dar e receber conselhos sobre como lidar com depressão, e compartilhar suas experiências.

Algumas formas para promover a Ativação Comportamental e construir relações de suporte:

  • Fale com alguém da sua confiança acerca dos seus sentimentos
  • Vá tomar café ou lanchar com um amigo
  • Peça a alguém chegado que entre em contacto consigo regularmente
  • Saia com alguém para ir ao cinema, teatro ou para dar um passeio
  • Telefone a um amigo
  • Agende um jantar semanal
  • Conheça alguém novo, inscrevendo-se num curso ou num clube
  • Confie num psicólogo, padre ou conselheiro

PASSOS PARA A ACÇÃO Nº2: CUIDE DE SI MESMO

A fim de superar a depressão, relembre-se, você tem que cuidar de si mesmo. Isto inclui tempo para fazer coisas que você gosta, pedindo ajuda aos outros. É importante que estabeleça limites para o que você se propõe e é capaz de fazer, adotando hábitos saudáveis, e agendando atividades divertidas para o seu dia.

Faça coisas que gosta (ou que gostava de fazer)

Como já tinha referido anteriormente, um dos sintomas muito incapacitantes da depressão é a paralisia da vontade , acresce ainda o facto da pessoa não sentir prazer em grande parte das atividades que usualmente tinha e gostava. Tendo isso em mente, sabendo que você não consegue forçar-se a ter prazer no divertimento usual, você pode optar por fazer as coisas que se lembra que gostava e lhe davam prazer. Seja um hobby antigo ou um esporte que você gostava. Expresse-se criativamente através da música, arte, ou escrita. Saia com os amigos. Faça uma viagem a um museu, às montanhas, ou à praia.

Desenvolva um conjunto de ferramentas de bem-estar

A depressão tem um enorme impacto no dia-a-dia da pessoa, aos poucos a vida deixa de fazer sentido e com este sentimento em mente, a pessoa vai-se despojando de tudo o que a fazia sentir-se bem. A paralisia da vontade e a Anedonia (ausência de prazer generalizado) instituem-se como um grande entrave à recuperação. A pessoa com depressão deve tentar perceber que este estado mental depreciativo sobre a vida, deve-se em grande parte à desativação comportamental derivado do seu estado deprimido. Então o que fazer?

Apresento em seguida uma lista com algumas coisas que você pode fazer para o ajudar a ganhar impulso e melhorar o seu humor mais rapidamente. Deverá começar por incluir todas as estratégias, atividades e habilidades que o têm ajudado no passado. Quanto mais “ferramentas” tiver para lidar com a depressão, melhor. Experimente aplicar algumas dessas ideias no seu dia-a-dia, mesmo que você não esteja a sentir-se bem.

Proponha-se a fazer o seguinte:

  • Passe mais tempo na natureza
  • Leia um bom livro
  • Veja programas de TV ou filmes de comédia
  • Tome um bom banho (tente apreciar esse momento)
  • Oiça música que goste
  • Envolva-se em algumas pequenas tarefas
  • Escreva no seu diário
  • Faça algumas coisas espontâneas
  • Vá a um centro de massagens
  • Relembre-se do que gosta em si

Motive-se para fazer coisas, mesmo quando não lhe apetece (e isto será o mais provável). Você pode ficar surpreendido com as suas melhorias assim que começar a activar-se. Mesmo que a suadepressão não alivie imediatamente, você irá gradualmente sentir-se mais animado e enérgico à medida que vai tendo iniciativa para as atividades lúdicas.

Adote hábitos saudáveis de vida

  • Durma o tempo suficiente (em média oito horas de sono). A depressão geralmente envolve problemas de sono. Se você está dormindo pouco ou muito, o seu humor será afetado com isso. Aprenda alguns hábitos saudáveis do sono: 6 dicas para melhorar os seus problemas de insónia.
  • Exponha-se a um pouco de sol todos os dias. Falta de luz pode fazer a depressão piorar.Verifique se você está recebendo o suficiente. Dê uma caminhada ao ar livre, beba o seu café no exterior, desfrute de uma refeição ao ar livre, leia o jornal no banco do parque, ou sente-se um pouco no jardim.
  • Pratique técnicas de relaxamento. A prática do relaxamento diário pode ajudar a aliviar ossintomas da depressão, reduzir o stress e estimular sentimentos de alegria e bem-estar. Pode praticar yoga, respiração profunda, relaxamento muscular progressivo, ou meditação.

Alivie os sintomas da depressão gerindo o stress

O stress faz-se sentir sempre que os desafios da vida são superiores à nossa capacidade de resposta. A acumulação de stress lesivo pode prolongar e agravar a depressão, mas também pode contribuir para o seu aparecimento. A fim de superar a depressão e ter a sua vida de volta, é essencial aprender a minimizar e a combater o stress.

  • Identifique os seus stressores. Tente descobrir todas as coisas que na sua vida possam estar a provocar-lhe stress em exagero. Os exemplos incluem: sobrecarga de trabalho, relações conflituosas, abuso de substâncias, esforçando-se em demasia, ou problemas de saúde. Depois de identificar os seus stressores, você deve fazer um plano para evitá-los ou minimizar o seu impacto.
  • Vá com calma. Muitas pessoas deprimidas são perfeccionistas, propondo-se a padrões elevados e difíceis de atingir, sendo que quando não os conseguem alcançar, geram sensações depreciativas acerca delas mesmo. Diminua esta fonte de stress auto-imposta, desafiando os seus padrões de pensamento negativo.
  • Planeje com antecedência. Se você conhecer os gatilhos e limites do seu stress, certamente será capaz de identificar e evitar muitas situações incapacitantes e angustiantes. Se você perceber os problemas que irá ter pela frente, proteja-se accionando algumas da coisas da sua caixa de ferramentas de bem-estar (descritas anteriormente) e dizendo “não” a responsabilidades acrescidas.

PASSOS PARA A ACÇÃO Nº3: PRATIQUE ATIVIDADE FÍSICA REGULARMENTE

Quando você está deprimido, muito provavelmente a atividade física pode ser a última coisa que lhe apetece fazer. Mas o exercício físico é uma ferramenta poderosa para lidar com a depressão. Na verdade, estudos mostram que exercícios regulares podem ser tão eficaz como a medicação antidepressiva em níveis crescentes de energia e diminuir a sensação de fadiga. A atividade físicaliberta um conjunto de químicos na corrente sanguínea, nomeadamente, endorfina, aumentando a sensação de bem-estar, reduzindo ainda a sensação de stress e aliviando a tensão muscular. Todas estes benefícios têm um efeito positivo no tratamento da depressão.

Para obter o máximo benefício da prática do exercício físico, deve pelo menos dedicar-se a 30 minutos de exercício por dia. Mas não necessita começar logo com 30 minutos, pode começar de forma progressiva. Caminhadas curtas de 10 minutos podem ter um efeito positivo sobre o humor.

Apresento algumas maneiras fáceis de se exercitar:

  • Suba escadas, ao invés de ir de elevador
  • Estacione o seu carro num lugar distante do sitio para onde pretende ir
  • Dê um passeio ao fim do dia
  • Arranje um companheiro para o exercício físico
  • Aproveite andar enquanto está ao telefone

O próximo passo a dar é tentar incorporar no seu dia-a-dia alguma forma agradável e fácil de exercício físico, de forma regular e programada. A chave é escolher uma atividade que você goste, assim terá mais chances de não desistir.

Deixo-lhe algumas dicas que pode experimentar para impulsionar o seu humor:

  • Pratique atividade física, não deixe o fazer. Uma caminhada de 10 minutos pode melhorar o seu humor durante algumas horas. A chave para manter os benefícios do humor é fazer exercícios físico regularmente.
  • Escolha atividades que sejam de intensidade moderada. O exercício aeróbico, sem dúvida, traz benefícios à saúde mental, mas você não precisa suar arduamente para ver resultados significativos.
  • Escolha exercícios que sejam contínuos e rítmicos (ao invés de intermitentes). Andar, nadar, dançar, andar de bicicleta e yoga são boas escolhas.
  • Implemente uma atividade de corpo-mente. Atividades como yoga, tai chi ou meditação, são ótimos restauradores do corpo e mente com a mais-valia de aumentarem os seus níveis de energia. Você também pode adicionar um elemento de meditação à sua caminhada ou natação, repetindo um mantra (uma palavra ou frase) quando está em movimento.
  • Comece devagar e não exagere. Mais não é melhor. O aumento exagerado da atividade física, pode surtir no efeito inverso, diminuindo ainda mais os seus estados de humor. Por isso, pratique com moderação.

Para mais algumas dicas para promoção do exercício físico e da sua saúde, leia: 11 formas de promover a sua saúde e capacidade física.

PASSOS PARA A ACÇÃO Nº4: DESAFIE OS PENSAMENTOS NEGATIVOS

A depressão funciona como um filtro que deturpa grande parte das coisas para onde você olha . O mesmo acontece com o seu pensamento, quando se está deprimido, a sua forma de raciocinar altera-se para um padrão negativo de pensamento. Acontece o fenómeno da tríade negativa: tem uma visão negativa de você mesmo, dos outros e do mundo, depreciando as suas expectativas para o futuro.

Mas você não conseguirá sair deste padrão negativo do seu pensamento, “apenas pensando positivo” (infelizmente a abordagem do pensamento positivo está vista como redutora, não o sendo na verdade). Pensar positivo é muito mais que dizer apenas umas quantas palavras de capacidade e ter pensamentos “felizes”. Caso queria aprofundar este tema, leia: pense positivo, insista no pensamento positivo.

Assim sendo, para além de poder implementar pensamentos mais positivos no seu dia-a-dia é igualmente importante substituir os pensamentos negativos e pessimistas por pensamentos mais adequados, capacitadores e equilibrados.

Formas de desafiar o pensamento negativo e pessimista:

  • Pense fora de si mesmo. Pergunte a si mesmo se você diria a outra pessoa o que está pensando para si. Se acha que não diria, pare de ser tão duro consigo. Pense em declarações mais ajustadas e como as pode verbalizar ou pensar de uma forma mais realista.
  • Faça um registo dos seus pensamentos negativos mais severos. Sempre que tiver um pensamento negativo, anote o pensamento e o que o desencadeou num livro de registo (pode fazer isso ao fim do dia). Reveja o registo quando você estiver de bom humor. Pergunte a si mesmo se a negatividade que pensou foi verdadeiramente justificada. Para obter uma segunda opinião, você também pode pedir a um amigo ou um terapeuta para conversar sobre seu registo. Pode ainda imaginar uma lista de cinco amigos, e o que é que eles pensariam para a mesma situação (a que o levou a pensar de forma negativa).
  • Substitua pensamentos negativos por positivos. Reveja o registo de pensamentos negativos. Depois, para cada pensamento negativo, escreva algo positivo. Por exemplo, ” O meu chefe odeia-me. Por isso deu-me este relatório super difícil para eu fazer”. Poderia substituir para: “O meu chefe deve ter muita fé em mim para me dar tanta responsabilidade”.
  • Socialize com pessoas positivas e bem humoradas. Tente perceber como essas pessoas encaram a vida e a forma construtiva como lidam com os desafios, mesmo os menores, como não ser capaz de encontrar um parque de estacionamento. Então pense como é que você reagiria na mesma situação. Mesmo que você tenha que simular, tente adotar uma visão otimista, uma atitude positiva e persistente perante as dificuldades.

PASSOS PARA A ACÇÃO Nº5: TRABALHE NO ENTENDIMENTO DAS SUAS EMOÇÕES

Todas as nossas respostas emocionais afetam o nosso dia-a-dia, quer seja na relação connosco mesmo, nas relações com os outros e relações de trabalho. Sinais não-verbais ou pistas emocionais, como o contacto visual, expressão facial, tom de voz, a intensidade da voz, postura corporal ou gestos com as mãos, podem por vezes transmitir muito mais informação às outras pessoas sobre o que estamos realmente pensando e sentindo, do que as nossas palavras. Muitas vezes as pessoas dizem uma coisa e estão a pensar, a sentir ou a expressar outra. As pistas não-verbais desempenham um papel enorme na maneira como nos comunicamos. A maneira como reagimos a esses sinais não-verbais afeta a forma como entendemos os outros, e é igualmente importante para a maneira como eles nos entendem.

Se conseguir desenvolver a sua consciência emocional, a capacidade de reconhecer e compreender as suas próprias emoções, aumenta a sua habilidade para de forma mais fácil reconhecer e ler sinais não-verbais durante a comunicação com os outros e consigo mesmo. Isso aumenta a probabilidade de ser bem sucedido no trabalho, nas relações intimas e nas relações de amizade. Conseguir ler adequadamente aquilo que sente, e porque razão está a sentir determinado sentimento, permite-lhe ganhar a capacidade de distanciar-se de algumas sensações e pensamentos desagradáveis.

Este distanciamento é muito útil, dado que a pessoa deprimida pode conseguir perceber que não é aquilo que pensa ou sente, e que pode em determinadas circunstâncias, decidir não orientar os seus estados de humor por pensamentos negativos, depreciativos e desajustados às circunstâncias em que se encontra no momento. Certamente, existirão momentos no dia-a-dia da pessoa deprimida que não são de total desespero e incapacidade, nesta circunstância a pessoa pode conseguir perceber que nada justifica o seu humor diminuído naquele instante, e optar por mudar o seu estado.

Ganhar consciência da sua experiência emocional: Perceber o que estava lá o tempo todo

O processo de sensibilização emocional envolve reconectar-se com todas as suas emoções, incluindo raiva, tristeza, medo, nojo, surpresa e alegria através de um processo de auto-consciencialização. Quando você iniciar este processo, mantenha os seguintes factos em mente:

As emoções vão e vêm rapidamente, se você permitir. Ao reconectar-se com as suas emoções, ou seja, ao aceitar as suas emoções, perceber que elas lhe pertencem e que lhe transmitem informação acerca da sua situação (sentimental e situacional), você pode sentir um impacto forte, dado que as tem evitado, tem-se forçado a não olhar para elas, a evitá-las. Este impacto é funcional, pois você volta a sentir as coisas, relembro-o que a paralisação da vontade e a ausência de prazer, deve-se ao facto de você se ter afastado das suas emoções, deve-se ao facto de você não querer sentir. Portanto, se sentir alguma forma de dor emocional, não desespere, não irá ficar para sempre nesse estado. Quando não ficamos obcecados com as nossas emoções, mesmo os sentimentos mais dolorosas e difíceis diminuem e perdem o poder de controlar a nossa atenção.

Quando os nossos sentimentos são libertados, as emoções como a raiva, tristeza, medo e alegriarapidamente vêm e vão. Durante o dia-a-dia, você, pode ver, ler ou ouvir algo que momentaneamente desencadeie um forte sentimento de algum tipo. Mas se não se focar durante muito tempo nesse sentimento, ele acabará por desaparecer, e uma emoção diferente em breve ocupará o seu lugar.

As sensações físicas do seu corpo podem dar-lhe pistas para as suas emoções. As nossas emoções fazem-se sentir no nosso corpo através das sensações físicas. Quando você experimenta uma emoção forte, provavelmente você também sente isso em algum lugar do seu corpo. Ao prestar atenção a essas sensações físicas, você pode entender melhor as suas emoções. Por exemplo, se os seu estômago se contrai cada vez que você está perto de uma pessoa especial, poderá concluir que você sente-se desconfortável na sua presença. Se você fica ciente que se sente desconfortável, então você pode pensar sobre o porquê desse desconforto e passar a ser pró-ativo sobre o que você pode fazer para se sentir melhor, e isto é capacitador, representa um grande passo na sua melhoria.

Você, não tem que escolher entre pensar e sentir. A consciência emocional funciona como o instinto. Quando é fortemente desenvolvida, você sabe o que está sentindo sem ter de pensar nisso. Quando os seus sinais emocionais se tornarem fortes o suficiente, você irá perceber que algo importante está acontecendo e mudar o seu foco atencional de acordo com os seus objetivos.

Quando você conseguir experimentar uma gama alargada de emoções, sem se sentir sobrecarregado, angustiado ou com medo, você pode passar a envolver-se em atividades do dia-a-dia sem perder o contacto com as sensações físicas que sente no seu corpo. Relembre-se as sensações físicas do seu corpo (agradáveis e desagradáveis) ajudam a sinalizar o seu estado emocional. Você depois pode agir de acordo com o que acha ser melhor para si.

Construir consciência emocional e compreensão. A chave para a sensibilização emocional e inteligência emocional é a prática. Como o aumento de músculos no ginásio, quanto mais você exercitar as suas emoções, mais aumentará a sua “musculatura emocional”. Você não pode esperar vir a tornar-se um fisioculturista após um dia de trabalho no ginásio. Quanto mais consistente for a sua prática (não evitar sentir emoções), maior vai ser a mudança na maneira de sentir, pensar e fazer. Para desenvolver a sua auto-consciência e conexão com os outros e incorporar isso na sua vida, você vai precisar treinar-se através de exercícios práticos e prática no mundo real.

Inevitavelmente isto consegue-se não inibindo aquilo que sente, não rejeitando os seus sentimentos. Relembre-se que você não é os seus sentimentos, tal como o fisioculturista não é os seus músculos. No entanto ambos (você e o fisioculturista) para desenvolverem músculos (físico ou emocional) têm de trabalhar, têm de se exercitar, e ao exercitar irá sentir algum tipo de dor. O fisioculturista associa a essa dor, crescimento e desenvolvimento muscular. Você tem de tentar fazer o mesmo quando sente dor emocional. Deverá associar à dor emocional alguma forma de crescimento e desenvolvimento da sua “musculatura emocional” melhorando desta forma o seuequilíbrio emocional.

Como você vai saber se pratica o suficiente? Em geral, você deve sentir-se com mais energia, experiencia sentimentos mais positivos (bem como outros sentimentos), e tem uma maior capacidade para concentrar sua atenção naquilo que sabe ser o indicado para si.

PASSOS PARA A ACÇÃO Nº6: SABER QUANDO PROCURAR AJUDA PROFISSIONAL

Se você sentir que a sua depressão está a piorar cada vez mais, procure ajuda profissional. Precisar de ajuda adicional no tratamento da depressão não significa que você é fraco ou que é pior que os outros. Às vezes o pensamento negativo da depressão pode fazer com que você sinta que não vale a pena, que não existe nada que o possa ajudar e que você irá ser sempre assim. Mas isso é falso, a depressão pode ser tratada e você pode voltar a sentir-se melhor!

Fonte: http://www.escolapsicologia.com/como-lidar-com-a-depressao/

quinta-feira, 21 de junho de 2012

CORREIO ESPECIAL



CORREIO ESPECIAL

DESTINATÁRIO: PERITOS em Comentários Ignorantes e Insensíveis a Respeito dos Portadores da Síndrome de Fibromialgia

MENSAGEM:

- Que tal conviver com:

Corpo sendo surrado continuamente, diariamente e insistentemente por dores difusas e inexplicáveis que vão: desde os fios dos cabelos até as extremidades dos pés;

Distúrbios do sono com constantes insônias;

Cansaço frequente e incontrolável;

Mente esgotada;

Problemas de concentração e memória;

Incômoda irritação e Cabeça pesada;

Síndrome do colo irritável;

Musculatura enrijecida;

Emocional sensível ao limite e às vezes acima do limite;

Ser alvo de descasos e julgamentos sem conhecimento de causa;

Independente dos seus esforços perceber que lhe foi roubada a possibilidade de voltar a ter sua vida em sua totalidade como antes;

Ter sua qualidade de vida nitidamente comprometida;

Descobrir ser portador de uma síndrome silenciosa e invisível para qual não há cura;
Aparentemente estar bem aos olhos alheios enquanto seu corpo e sua alma estão a gritar por socorro;

Vivenciar tudo isto e um pouco mais sem direito a escolha...

Que tal viver assim?

Providencial e indispensável seria!

... Uma grande oportunidade para aprender a real diferença entre: questionar um Fibromiálgico e ser um Fibromiálgico.

REMETENTE: Portador de Fibromialgia PERITO em Superação

(Ceiça Sousa)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

27 razões porque você é dependente do Twitter e Facebook


Não é difícil concordar com a omnipresença da utilização “viciante” do fenómeno das Redes Sociais, como fazendo parte da nossa vida diária. Alguns podem argumentar que as redes sociais fazem parte integrante da vida diária, tal como o microondas e programas de processamento de texto, e que estas não podem ser intitulados como “viciantes”, mas sim apenas como uma outra ferramenta da vida quotidiana do século XXI. Contudo, assim como a paixão “novata” do uso do e-mail e navegação na Internet levou a uma preocupação da sociedade sobre “Vício na Internet” ou a utilização patológica da Internet, o fenómeno das redes sociais abriu as portas para que pessoas ou grupo de pessoas tenham exposição pública constante, que permite um reforço forte ao exibicionismo, voyeurismo, narcisismo, e/ou interacção com o comportamento de busca de reconhecimento, muitas vezes todas em combinação.

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A MELHOR RECEITA PARA O VÍCIO

Adicionar à componente de escrita a possibilidade de postar fotos e vídeos, jogos de psicologia popular, jogos da cultura popular e testes (“aplicações”), seguir, a cada movimento as decisões que se tomam, um sentimento e pensamento aleatório de todos os usuários em inúmeras redes, e também manter uma homepage/mural para que todos possam ver e visitar, esta é sem dúvida a melhor receita possível para o vício relativamente significativo, uma vez que preenche uma grande e “normal” parte das vidas de cada um de nós. Quer se trate de mais um “vício” tal como dizer “sou viciado em sorvete”, ou falar, ler, jogar online ou ver televisão em excesso (na medida em que interfere com outras medidas necessárias e/ou “saudáveis” de comportamento), é sem dúvida uma avaliação e escolha individual.

DISPONIBILIDADE 24 HORAS POR DIA, 7 DIAS POR SEMANA

É só uma questão de tempo, até que um grande número de usuários possa cair nas atracções de uma rede social 24/7, com tantas coisas maravilhosas para oferecer, uma casa entre amigos e aplicativos compartilhados (aka jogos, quizzes, tipos de personalidade “testes”, prémios, presentes e “disparates de todo o tipo”) para não falar de risos e comentários de partilha criativa através de fotos, gráficos, vídeos e muito mais. Necessita de mais provas para acreditar na difusão abismal do Facebook? Se você tiver uma conta no Facebook, por certo já saberá: amigos reais e imaginários, conhecidos f2f e on-line, os amigos da escola do passado, ex-cônjuges, os líderes militares, até mesmo o presidente dos Estados Unidos, todos apreciam o poder de ter uma presença no Facebook. Este acaba por ser muito mais prometedor do que o Second Life, talvez por causa da facilidade de uso e deslumbramento da novidade.

DEDICAÇÃO, MOTIVAÇÃO E ENERGIA

A coisa mais surpreendente é que, tal com os celulares, ninguém parece notar a grande quantidade de tempo e energia que as pessoas estão dedicando ao Facebook, no trabalho, em casa, e agora também enquanto estão a viajar. É um dado confirmado a força que o Facebook e Twitter têm na vida de cada um de nós. A televisão, essa máquina comercial apresenta nas suas despedidas finais o convite aos telespectadores para acompanhar via Facebook ou Twitter as novidades ou a sequência dos reality shows. Mais e mais links aparecem em páginas da web a convidar “compartilhamento” no Facebook ou feeds, RSS ou Twitter. Estamos todos conectados, VIVA.

Para alguns usuários isto é uma oportunidade para o êxtase puro, tanto para a componente de rede social como para os jogos e competições que podem ser mais uma esponja de tempo do que qualquer ocupação de computador antes conhecida foi, tais como o jogo do solitário ou navegar de forma aleatória na web.

TENTÁCULOS PODEROSOS

Ninguém está imune a esta realidade instalada e instituída que cresce desmedidamente todos os dias. Usuários esporádicos, usuários profissionais, usuários viciados, e usuários (como eu), que ajudam os dependentes, estamos todos no mesmo barco. Podemos todos, e de igual forma, vir a sofrer desta nova realidade, à qual podemos não nos conseguir adaptar de forma saudável e funcional. Incorremos todos num grande risco de sofrer do uso desmedido destas novas formas de comunicação e exposição. Deveremos ter todos um cuidado acrescido, dado que as características destas redes, foram pensadas para “agarrar” ao máximo os seus utilizadores. Muitos são os reforços existentes no facebook, e nós seres humanos somos muito susceptíveis a criar caminhos que nos reforcem, nos incentivem, nos apoiem, nos reconheçam, e acima de tudo que possamos ser o centro das atenções.

AUTO-POPULARIDADE

Cada um de nós tem oportunidade de criar a sua plataforma pessoal de imediatismo, de popularidade e de “tempo de antena” a toda a hora e em qualquer lugar. Estão assim reunidos os ingredientes “perfeitos” para o forte hábito de utilização deste tipo de redes. Cada um de nós deve estar atento aos seus comportamentos de uso, para que não se torne num hábito destrutivo, incapacitante e viciante. Para o melhor e para o pior, como muitas ferramentas da Internet, isto pode ser uma oportunidade e desafio, e para muitos pode ser fácil encontrar uma combinação perfeita. Diferentes faixas etárias focam-se em diversas atividades importantes, é claro, os alunos muitas vezes partilham problemas sobre as suas opiniões ou curiosidades sobre colegas, assim como vídeos e fotos criativas de auto-afirmação ou resultados de questionários, alguns adultos verificam de vez em quando ou só quando notificado pelas mensagens recebidas (a caixa de entrada ou no mural), outros ainda, invariavelmente, postando várias mensagens por dia relacionadas com as atividades mundanas da vida diária, ou estados de sentimento do momento.

O vício do Facebook, parece-me ter o maior auto-reforço de todos os cenários, reforçado através de imediatismo, aclamação, intimidade, experiência partilhada, criatividade e a capacidade de ser o capitão do navio com total e completo controlo sobre a sua homepage.

Quando é que um amigo é realmente amigo? Quando é que se pode considerar um comportamento constante como um vício? Existe tal coisa como, ser muito ou pouco social nas redes sociais? Quem decide? Quem pergunta?

Obviamente, grande parte das atividades online são muito envolventes, e também, igualmente bastante saudáveis. Como a maioria das atividades, a moderação e a integração são fundamentais. Aqueles que podem seriamente avaliar o grau do problema e tratar/minimizar com clareza este tipo de dependência comportamental, precisam usar o contexto para determinar se um comportamento se tornou comprovadamente prejudicial, seja no seu trabalho em geral, na sua vida social ou na eficácia das suas relações interpessoais.

CITAÇÕES DE PERCEPÇÃO DE PROBLEMA

“Eu acho que é realmente um grande problema para mim, porque quando eu reservo um tempo para um período de pausa ele parece crescer por causa do Facebook. faço uma pausa e fico absorvida nele, por isso a minha pausa de 15 minutos se transforma numa hora, e é aí que se torna um problema.”

“No início, com o Facebook você pode passar horas nele, mas realmente quando você sabe que está perdendo seu tempo. É um problema real, quando tenho consciência disso e não consigo moderar a utilização .”

“Eu realmente não tenho qualquer desejo ou vontade de usá-lo agora, era mais divertido quando eu estava adiando. Eu não sinto a necessidade de acessar a Internet quando não estou procrastinando”.

“Você vê muito mais pessoas no Facebook durante os exames, uma vez que já estão no computador torna-se mais fácil ter acesso e assim adiar o estudo”.

“O Facebook definitivamente interfere com o meu trabalho da escola. Se eu vejo que há uma festa programada vou ver quem vai e quem respondeu ao convite. E se alguém alguém escreveu no mural da minha namorada, eu vou verificar quem são aquelas pessoas.”

“É tudo sobre quem tem os mais posts no mural, algumas pessoas têm mais de 2000 posts no mural. Eles falam sobre coisas que não são importantes e que não precisam ser ditas lá, mas faz parecer como se tivessem uma vida.”

VOCÊ SOFRE DE DEPENDÊNCIA DO FACEBOOK?

Um crescente corpo de pesquisa na área da dependência sugere que a “Desordem de Dependência da Internet” está a tornar-se um problema real, é um distúrbio psico-fisiológico que envolve a tolerância, sintomas de abstinência, distúrbios afetivos e interrupção das relações sociais. O mais comum é a “Desordem de Dependência do Facebook”.
Para que preencha alguns critérios que possam indicar uma possível “Desordem de Dependência do Facebook”, uma pessoa tem de se identificar com um conjunto de itens. Pelo menos 2 ou 3 dos 6 seguintes critérios devem estar presentes em qualquer momento durante um período de 6-8 meses:

  • A primeira coisa é a tolerância. Isto refere-se à necessidade de aumentar a quantidade de tempo no Facebook para alcançar a satisfação e/ou efeito significativamente diminuído com o uso continuado da mesma quantidade de tempo. Ter várias janelas abertas no Facebook a qualquer momento.
  • Após a redução do uso do Facebook ou cessação, causa sofrimento ou prejudica o funcionamento social, pessoal ou profissional. Isto provoca-lhe ansiedade, pensamento obsessivo sobre o que está escrito no mural do Facebook, etc.
  • Atividades sociais ou recreativas importantes são muito reduzidas e/ou migraram para o Facebook. Em vez de enviar um e-mail, você deixa uma mensagem na página de seu amigo sobre a anulação de um almoço marcado. você pára de atender o telefone à sua mãe, familiares e amigos e insiste que eles devem contatá-lo através do chat do Facebook.
  • Você contacta mais a sua namorada no Facebook, e marca encontros virtuais com ela. Você começa a fazer o perfil do seu animal de estimação no Facebook .
  • A sua página de favoritos leva 20 minutos para percorrer de cima para baixo ou 8 de 10 pessoas na sua lista de amigos, você não tem ideia de quem eles são.
  • Quando você conhece pessoas pela primeira vez, termina a conversa da seguinte forma: “vejo você no Facebook.

PRECAUÇÃO E CUIDADO NAS AVALIAÇÕES

Como todos nós gastamos mais e mais tempo online, não podemos certamente pensar que grande parte dos comportamentos sejam considerados como um vício ou perturbação. Este é ainda um fenómeno recente que carece de mais estudos e investigações, assim como de abordagens de tratamento adequadas às queixas e disfunções futuramente apresentadas pelos usuários. Não se pode ainda considerar de forma assumida pela comunidade cientifica que existe a Desordem de Dependência da Internet ou Desordem de Dependência do Facebook/Twitter. Eu também não tenho uma resposta totalmente satisfatória para esta questão. Mas acredito que rapidamente as empresas farmacêuticas irão apresentar uma solução, com drogas psicoativas, para alguns destes problemas atrás descritos. Todo o cuidado neste momento é pouco, quer na forma como deveremos abordar a questão problemática, quer pela forma como tentaremos resolver os problemas associados. Cabe a cada um de nós tentar fazer um uso razoável das redes sociais, de forma a que não prejudique as atividades normais e usuais do dia-a-dia.

27 SINAIS DE DEPENDÊNCIA DO TWITTER

Você pode estar a ficar ou ser viciado no Twitter, quando sete ou mais dos seguintes sinais acontecem em simultâneo consigo. Você:

  • Fica muito excitado quando alguém o segue no twitter
  • Sente como se fosse o fim do mundo quando o twitter fica inativo
  • Envia tweets e retwets por e-mail para os amigos
  • Pede aos leitores do seu blog para o seguirem no twitter, depois pede aos seus seguidores do twitter para fazer retweet do tweet
  • Coloca mais tweets que artigos no blog, e passa de blogueiro a tweeter
  • Passa grande parte do seu dia no twitter, desculpando-se a si próprio acreditando que está a fazer um ótimo serviço para os seus seguidores.
  • Faz tweet no Twitter, prejudicando o seu trabalho ou emprego.
  • Sente-se na lua ou no topo do mundo quando alguém faz retweets no seu tweet
  • Faz pesquisas em tempo real no seu nome de Twitter e nos seus tweets.
  • Faz continuamente refreshing na sua página de twitter à procura de novos tweets
  • Inclui o seu perfil de Twitter na sua assinatura do gmail ou hotmail, ao invés do seu blog
  • Imprime o seu Id do Twitter nos seus cartões de visita.
  • Tem o twitter definido como homepage do seu browser
  • Adiciona um aviso na frente da porta do escritório – “Estou no Twitter, Não perturbe”
  • Usa mais de 5 contas de Twitter
  • Adiciona seu nome no Twitter de alertas do Google para saber o que os outros estão falando sobre você
  • Bloga muito sobre aplicações para o twitter
  • Coloca na sua mensagem de estado: “Siga-me no twitter”
  • Usa o Twoogle para procurar no Google e Twitter
  • Incita constantemente os seus familiares e amigos a terem uma conta no Twitter
  • Segue muitas pessoas no Twitter
  • Apresenta-se a novas pessoas como Tweeter do que como Blogueiro, pessoa de negócios ou estudante
  • Fica louco sobre o Twitter e anuncia em jornais, anúncios e em tudo quanto é sitio para segui-lo no Twitter.
  • Coloca o seu Id do Twitter na porta da sua casa.
  • Envia muitos SMS para todos seus amigos para segui-lo no Twitter
  • Força a sua esposa/namorada para obter uma conta no Twitter e seguir você, ou então coloca a relação em cheque.
  • Só usa roupa com logótipos do Twitter

DADOS DE INVESTIGAÇÃO SURPREENDENTES

O que é que as redes sociais têm de tão aliciante que levam as pessoas a gastar tanto do seu precioso tempo a trocar informações com os amigos, família, inclusive as grandes empresas? Claro que todos já sabemos a resposta. É divertido e recompensador quer socialmente quer financeiramente. Os últimos estudos da Retro Gadgetology (http://retrevo.com/content/gadgetology), questionaram os usuários das redes sociais sobre: quando, onde, e quanto tempo passavam em sites e serviços como o Facebook e Twitter. Não fiquei surpreendido com os dados obtidos acerca do número de quantas pessoas parecem ser, digamos, obcecados com a verificação dos seus círculos sociais durante o dia e até à noite.

Vejamos:

Redes sociais durante a noite.

Você verifica/atualiza o Facebook ou Twitter depois de ir para a cama?

48% sim, durante a noite ou assim que acorde.
< de 25 anos (19%) e > de 25 anos (11%). Sim, a qualquer hora que acorde durante a noite
< de 25 anos (27%) e > de 25 anos (20%). Sim, algumas das vezes quando acordo durante a noite.
< de 25 anos (32%) e > de 25 anos (21%). Sim, logo que acordo pela manhã.

Nem só os viciados nas redes sociais verificam o Facebook e Twitter durante o dia, quase metade dos respondentes afirmaram verificar durante a noite ou logo que acordassem pela manhã. Naturalmente os usuários menores de 25 anos utilizam mais as redes sociais durante a noite que os maiores de 25 anos.

IRÃO AS REDES SOCIAIS PREJUDICAR OS NOTICIÁRIOS?

A primeira coisa que você faz pela manhã é verificar/atualizar o Facebook e Twitter?

42% sim, logo pela manhã.
< de 25 anos (18%) e > de 25 anos (8%) e usuários do iPhone (28%). Sim, antes de sair da cama.
< de 25 anos (17%) e > de 25 anos (17%) e usuários do iPhone (26%). Sim, antes de ligar a televisão.
< de 25 anos (16%) e > de 25 anos (15%) e usuários do iPhone (23%). Sim, é desta forma que fico a saber as notícias.

Nos usuários das redes sociais, os dados apontam para que praticamente metade estejam envolvidos com o Facebook e Twitter, sendo que a primeira coisa a fazerem pela manhã é a verificação/atualização. Surpreendentemente verificou-se que 16% destes usuários utilizam as redes sociais como fonte de noticias.

Serão os usuários do iPhone mais adeptos das redes sociais?

Você tem de concordar que os usuários do iPhone comportam-se de forma diferente. Não se sabe se a causa tem a ver com as características de facilidade de utilização nas redes sociais, ou se tem a ver com a personalidade dos usuários do iPhone. O que se sabe é que de acordo com o estudo, estes estão mais envolvidos com as redes sociais. Utilizam o Fcebook e Twitter mais vezes e em mais lugares.

Você acha que necessita de mais evidências de que as redes sociais podem tornar-se um hábito exagerado?

Ao olhar para os números podemos verificar que 56% dos usuários das redes sociais necessitam de verificar o Facebook pelo menos uma vez por dia. Mas mais impressionante são os 12% que usam o Facebook a cada par de horas.

CONCLUINDO

Apenas com estes dados não podemos concluir que possa existir uma crise nas redes sociais, mas quando quase metade dos usuários deste tipo de redes declaram utilizar o Facebook ou Twitter algumas vezes durante a noite ou logo pela manhã assim que acordam. Perante estas evidências temos de ponderar se estes utilizadores não sofrerão de algum tipo de vício das redes sociais. A partir deste estudo parece também evidente que este tipo de redes sociais começam a substituir as fontes convencionais de noticias.

ACÇÕES PARA MINIMIZAR O EFEITO DO USO EXAGERADO

Facebook, YouTube, Wikipedia, Twitter, Myspace, a lista é interminável. Milhões de pessoas por todo o mundo as utilizam, e provavelmente muitos de nós de forma excessiva e prejudicial. Os governos e entidades patronais, dizem-nos que são perdidos milhões de dólares todos os anos. A produtividade no trabalho diminui, porque muitos dos empregados passam a maior parte do dia lendo informações no seu mural ou verificando os blogs favoritos. Pode este comportamento aditivo ser resolvido? Acredito que sim.

Aplique as estratégias que mais se adequarem a si descritas a seguir, caso preencha alguns dos critérios que indiquem que sofre ou é um candidato a sofrer com o problema do vicio das redes sociais, acima descritos. Agora que já estabeleceu que tem um problema, necessita de accionar um conjunto de ferramentas. As estratégias e ferramentas psicológicas que apresento, são formas simples para que você possa superar o vício instalado.

9 FORMAS DE SUPERAR O VÍCIO DAS REDES SOCIAIS

Estratégias propostas:

  • Admita que tem um problema. Faça uma inspiração profunda, e repita para si mesmo: “Eu tenho um problema de vício com as redes sociais.” Ok, agora que reconheceu que tem um problema, podemos prosseguir. Não existe nenhum problema em querer superar um vício desde que encare de forma séria que realmente tem um. Isto é importante para se auto-ajudar. Registe quanto tempo gasta na utilização do facebook, twitter ou outras redes. Esta tarefa pode verifica-se mais difícil do que aparenta. Geralmente, tem-se várias janelas abertas de sites ou blogs distintos. Tente perceber dessas quais podem ser consideradas redes sociais. Num bloco de notas registe a hora que abre a janela do facebook ou twitter, no final registe a hora a que terminou. É importante saber quanto tempo você tem gasto nos sites porque lhe dá uma medida exata da gravidade da sua dependência. Um forma que poderá ser útil é utilizar dois Browsers, utilize um browser para trabalhar e outro para uso pessoal. Isto permite-lhe de forma mais concreta perceber quanto tempo está a gastar. Depois de algumas semanas, o tempo gasto deverá diminuir.
  • Estabeleça um determinado tempo e um determinado período do dia para a utilização. Deverá entender que gastar tempo neste tipo de redes, não é necessariamente uma coisa ruim. Feito na medida certa pode ser muito divertido e até muito saudável. No entanto se a utilização estiver a prejudicar o seu estudo, trabalho ou relacionamento, por excesso de uso das redes sociais, a situação tem de ser encarada como problemática. Ao invés de deixar de utilizar, deverá estabelecer um período de tempo para ir visitar e/ou atualizar. Por exemplo, você pode utilizar os primeiros 20 minutos da jornada de trabalho para verificar todas as atualizações e depois não fazer login o resto do dia. Ou você pode decidir que os últimos 30 minutos de trabalho é tempo para utilizar o facebook como uma recompensa por um longo dia de trabalho super produtivo. Terminar totalmente com o uso, muitas vezes leva a uma recaída, pelo que um planejamento racional e pré-estabelecido aumenta as hipótese de ser bem sucedido. Dê a você mesmo a permissão para utilizar as redes socais por algum tempo e não ultrapasse os limites previamente estabelecidos.
  • Desligue a notificação de e-mail. As notificações de e-mail são como pequenos diabos vermelhos próximos de se sentar no seu ombro e pedindo para você voltar e visitar o Facebook ou twitter. Desligue as notificações. Você não precisa ser notificado toda vez que alguém lhe envia uma mensagem. Na nossa vida pessoal, o e-mail não deverá funcionar como uma forma de comunicar urgentemente, para essas situações usa-se o telefone. Você também não precisa ser notificado de toda a vez que alguém aumenta o ranking da sua sensualidade, acrescenta um peixe no seu aquário ou lhe envia uma piada nova. Desligue lembretes de e-mail assim que você inicie o seu trabalho ou estudo.
  • Desligue o chat. Normalmente você acede ao chat para ficar pouco tempo, entretanto algum amigo entra em conversação, mesmo antes de você poder atualizar ou explorar o seu mural, gastou um bom par de horas em conversação. Para evitar este tipo de situação, clique no botão do chat e desligue. Muito tempo pode ser desperdiçado no Facebook, se você está esperando por um amigo para responder a uma mensagem que você enviou. Então não sinta também a necessidade de ficar conectado depois de enviar a um amigo uma mensagem ou um post no mural.
  • Tome consciência assim que a vontade de utilização surja. Uma das fontes mais poderosas para combater a perturbação de dependência do facebook ou twitter, é focar-se imediatamente nos pensamentos e vontade assim que surja na sua mente. Você não necessita julgar ou afastar a vontade e os pensamentos, apenas deverá tomar consciência deles. O pensamento provavelmente surge como um pensamento de preocupação que lhe indica para utilização/atualização urgente. Ou pode aparecer como um pensamento despreocupado dizendo que uma olhadela rápida não vai ter problema .Foque-se nesse pensamento, depois espere um pouco e crie um pensamento alternativo na sua mente (de preferência um pensamento positivo que indique alguma acção), foque-se nisso e decida executar aquilo que escolheu.
  • Saia do computador. A sério, você necessita mesmo passar tanto tempo no computador? Faça essa pergunta de forma honesta a si mesmo. Ao invés de chegar a casa, e sentar-se à frente do computador para verificar as atualizações, você pode ir dar um passeio, ir ao ginásio ou ver um filme.existem muitas coisas que poder fazer como substituição da utilização exacerbada das redes sociais.
  • Relembre-se do que costumava fazer antes de se tornar viciado no Facebook ou twitter. Um tarefa bastante útil é registar numa folha de papel aquilo que normalmente fazia antes de se iniciar o problema de dependência. Recorde-se do que lhe dava prazer e satisfação, esforce-se por voltar a fazer algumas dessas coisas, ou até iniciar outras que possa ter interesse. Experimente e reconecte-se com o que você costumava fazer antes, destes sites se tornaram uma parte tão importante da sua vida. Provavelmente irá ficar muito surpreso com a quantidade de coisas que você deixou de fazer devido ao tempo que tem vindo a despender na internet.
  • Bloquear os sites indesejados. Esta poderia ser uma solução aparentemente viável. No entanto a acção poderia vir a confirmar-se como demasiado drástica. Este tipo de redes têm o seu lado bom e saudável. Utilizados da forma correta sãos sem dúvida uma mais valia. Aquilo que se pretende é que aprenda a ter uma relação saudável com as redes sociais e a regular a sua utilização. Pelo que deve encarar o problema de forma séria, ao ponto de reestruturar os seus hábitos e assim poder usufruir das mais valias emergentes destas redes. Uma forma mais eficaz será desligar-se. Alguns routers permitem calendarizar tempos definidos de bloqueio à Internet. Por exemplo, você poderia bloquear o acesso à Internet todos os dias da 8h00 às 10h00 para o ajudar/forçar a fazer coisas não relacionadas com a Internet.
  • Evite jogos e Aplicações de terceiros. O facebook ocupa tempo em demasia. Os jogos podem realmente ser muito divertidos, mas eles distraem-no da verdadeira intenção do site, que é você estabelecer e cultivar relações ou ligações significativas.

Dica 1: Se com a implementação das estratégias você deixou de responder a pedidos dos seus amigos, não envie também muitos pedidos, você não quererá parecer hipócrita.

Dica 2: Cada convite para instalar um aplicativo (por exemplo, para aceitar um presente, para reconhecer a sugestão de alguém como seu melhor amigo, etc), inclui uma opção para ignorar todas as solicitações do aplicativo em questão. Caso seja conveniente opte por fazê-lo.

ESPERANÇA E POSITIVISMO

O potencial das redes sociais é enorme. A utilização com bom senso, irá certamente favorecer a adaptação dos usuários de forma saudável, funcional e válida. Aqueles que são mais capazes de gerir os seus impulsos nas redes sociais e em todas as áreas de suas vidas são susceptíveis de ter uma maior satisfação de vida, melhor saúde e mais sucesso na vida. O bom uso deste tipo de ferramentas, como tudo na vida, depende de cada um de nós, e neste caso específico, igualmente de todos. Estas redes sociais têm mesmo essa particularidade, juntar a individualidade de cada um às massas sociais, fazendo do todo muito mais que a soma das suas partes.

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E VOCÊ, É VICIADO EM TWITTER OU FACEBOOK?

Faça uma análise consciente de seu comportamento, e deixe seus comentários com a sua apreciação sobre este fenómeno da dependências de redes sociais como o Twitter e Facebook. Queremos saber a sua opinião! Participe!

Abraço

Fonte: http://www.escolapsicologia.com/27-razoes-porque-voce-e-dependente-do-twitter-e-facebook/